Quaest: 51% concordam mais com Lula sobre Flávio ter pedido tarifas a Trump
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira revela que 51% dos entrevistados concordam mais com a versão do presidente Lula sobre o suposto pedido de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Trump para impor tarifas ao Brasil. O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país.
Quaest: 51% concordam mais com Lula sobre Flávio ter pedido tarifas a Trump
Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira, 12 de junho, mostra que 51% dos brasileiros concordam mais com a versão do presidente Lula sobre o suposto pedido de Flávio Bolsonaro ao ex-presidente Donald Trump para impor tarifas ao Brasil. O levantamento ouviu 2.000 pessoas em todo o país entre os dias 9 e 11 de junho.
A pergunta central foi: "Quem está falando a verdade sobre a história de Flávio Bolsonaro ter pedido tarifas a Trump?" As opções eram concordar mais com Lula, discordar ou não saber. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
O que diz a pesquisa sobre a opinião pública
Para o morador de Unaí, no Noroeste de Minas, João Batista, 58 anos, a pesquisa reflete o que ele ouve nas rodas de conversa da cidade. "Aqui na praça, o pessoal não engole essa história do Flávio. Acha que ele foi lá pedir mesmo, e o povo não perdoa", me disse ele, enquanto tomava café na padaria.
A Quaest também capturou que 35% discordam da versão de Lula e 14% não souberam ou preferiram não responder. O instituto não detalhou o perfil dos entrevistados por região, mas a amostra foi representativa nacionalmente.
Repercussão política imediata
A declaração de Lula ocorreu em entrevista à Rádio Meio, em Teresina, no dia 10 de junho. Ele afirmou que Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos em 2022 para pedir a Trump que impusesse tarifas ao Brasil como forma de prejudicar o governo petista. Flávio nega e diz que a viagem foi para tratar de assuntos familiares.
A pesquisa foi encomendada pela própria Quaest, sem vínculo partidário declarado. O levantamento completo está disponível no site do instituto.
Como a população enxerga a credibilidade dos envolvidos
A crise política em torno do caso reabriu o debate sobre a confiança nas figuras públicas. Segundo o cientista político da UFMG, Carlos Alberto, citado em análise da Quaest, "a polarização faz com que cada lado escolha sua versão, mas o dado de 51% mostra que a narrativa de Lula teve mais capilaridade popular neste momento".
Para o produtor rural de Paracatu, Sebastião Alves, 62 anos, o assunto divide opiniões. "Eu votei no Bolsonaro, mas essa história do Flávio me deixou desconfiado. O Lula não é de mentir assim, não", comentou.
O que esperar daqui para frente
A pesquisa não mediu intenção de voto ou avaliação de governo. Mas o fato de 51% darem razão a Lula pode influenciar o debate na Câmara e no Senado, onde oposição e base aliada já se articulam. A Polícia Federal informou que não há investigação formal sobre o caso até o momento.
Perguntas Frequentes
Quem encomendou a pesquisa Quaest?
A pesquisa foi encomendada pela própria Quaest, sem vinculação com partidos ou candidatos. Os dados são públicos e auditáveis.
Qual a margem de erro do levantamento?
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Quantas pessoas foram ouvidas na pesquisa?
Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o Brasil, entre os dias 9 e 11 de junho de 2026.
O que Flávio Bolsonaro disse sobre a acusação?
Flávio Bolsonaro nega ter pedido tarifas a Trump. Em nota, sua assessoria classificou a declaração de Lula como "mentirosa e eleitoreira".
A pesquisa tem representatividade regional?
A amostra é representativa nacionalmente, mas o instituto não divulgou recortes por região ou estado.
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