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Putin amplia controle sobre infraestrutura após ataques da Ucrânia

ResumoVladimir Putin assinou decreto que autoriza o governo russo a assumir temporariamente o controle de infraestruturas críticas, como energia e transporte, em resposta aos ataques ucranianos. A medida visa garantir a operação contínua de setores estratégicos durante a escalada do conflito. O decreto amplia poderes executivos e pode afetar a gestão de empresas privadas em situações de emergência.

Putin assina decreto que permite ao governo assumir temporariamente infraestruturas críticas na Rússia, diante do aumento de ataques ucranianos. Entenda o impacto.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Putin amplia controle sobre infraestrutura após ataques da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto que amplia o controle do governo sobre infraestruturas consideradas críticas em todo o país. A medida permite que o Estado assuma temporariamente esses ativos caso os proprietários privados não consigam protegê-los do aumento dos ataques ucranianos.

A decisão ocorre em meio à intensificação das campanhas aéreas entre Moscou e Kiev. Os ataques ucranianos contra alvos em território russo têm provocado escassez de combustíveis e aproximado os efeitos da guerra da população.

O decreto abrange setores como energia, combustíveis, comunicações, transporte e logística. Se os proprietários não adotarem medidas suficientes de segurança ou não restabelecerem rapidamente o funcionamento das instalações após ataques, o governo poderá determinar uma "administração temporária". Na prática, isso permite que o Estado russo assuma o controle dos bens, direitos e ações dos proprietários.

Nos últimos dias, a Ucrânia intensificou ataques contra centros de logística da Ozon, empresa de comércio eletrônico que concorre com a Wildberries, frequentemente alvo de ataques. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que muitos proprietários não estariam dando atenção adequada às medidas de segurança, especialmente à proteção contra drones. Ele também citou o apoio de países ocidentais à Ucrânia como uma das razões para Moscou reforçar sua segurança.

Questionado sobre quais empresas poderiam ser afetadas, Peskov disse que a situação será analisada pelo governo e pelos órgãos responsáveis, com propostas apresentadas sempre que medidas de segurança não estiverem sendo adotadas em áreas críticas.

Paralelamente, a Rússia tem intensificado ataques com mísseis contra a Ucrânia, aproveitando a escassez de interceptadores dos sistemas Patriot, de fabricação americana. Na noite de segunda para terça-feira (25), a Rússia lançou dois mísseis e 150 drones contra a Ucrânia, segundo a Força Aérea ucraniana. 124 drones foram abatidos.

Diante da escassez, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia recebeu uma pequena quantidade de mísseis Patriot, sem informar o país fornecedor nem a quantidade exata, mas destacou que precisa de mais unidades.

A medida russa pode afetar diretamente a população, que já enfrenta reflexos da guerra, como a falta de combustíveis. A capacidade do governo de intervir em setores essenciais pode alterar a dinâmica do conflito e a vida cotidiana dos russos.

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