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Professor é denunciado por injúria e discriminação contra cadeirante em BH

ResumoO professor universitário Pedro Casagrande foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais por injúria e discriminação contra um cadeirante em Belo Horizonte. A denúncia ocorreu cinco meses após as ofensas no Bairro Santo Antônio. A vítima possui condição neurológica degenerativa.

Pouco mais de cinco meses após ofensas a um cadeirante no Bairro Santo Antônio, em Belo Horizonte, o Ministério Público de Minas Gerais denunciou o professor universitário Pedro Casagrande por injúria e discriminação. A vítima, que possui condição neurológica degenerativa, teve i

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 29 de julho de 2026 · 5 min de leitura
Professor é denunciado por injúria e discriminação contra cadeirante em BH

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça o professor universitário Pedro Casagrande por injúria e discriminação contra um cadeirante. O crime ocorreu no dia 12 de fevereiro de 2026, uma quinta-feira, no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A denúncia foi formalizada pouco mais de cinco meses após o episódio.

O MPMG denunciou o professor Pedro Casagrande por injúria e discriminação contra um cadeirante em BH. A promotoria aponta que as consequências do ato ultrapassaram o momento das ofensas. A vítima, que possui uma condição neurológica degenerativa com repercussões motoras e na comunicação oral, apresentou intenso sofrimento emocional após os fatos.

Como ocorreu a discriminação contra o cadeirante no Santo Antônio

De acordo com o relato da chef Juliana Duarte, proprietária do restaurante Cozinha Santo Antônio, na Rua São Domingos do Prata, o episódio começou quando ela, o marido Pedro, que é cadeirante, e a cuidadora Raquel chegaram ao estabelecimento. Eles encontraram um veículo estacionado de maneira irregular sobre a faixa de pedestres, bloqueando a rampa de acessibilidade.

Juliana identificou o proprietário do veículo em um bar vizinho e solicitou a retirada do carro. Ela questionou se ele "não tinha vergonha" da infração. "Não. Sou escroto, mas vou tirar o carro mesmo assim", teria dito o homem. Ao manobrar para sair, ele desferiu a primeira ofensa direta a Pedro: "Tchau, cadeirante! Espero que você ande muito por aí".

O agressor foi para casa, mas por volta das 22h26, adentrou o restaurante. "Ele entrou altivo, com um sorriso no rosto. Achei que iria pedir desculpas, mas ele se aproximou e disse: 'E aí, ele voltou a andar?'. Virou as costas e foi embora", relata Juliana.

Consequências emocionais para a vítima com condição neurológica

Conforme relatado nos autos, o cadeirante chorou ao chegar em casa, tornou-se mais retraído e passou a demonstrar resistência para sair e frequentar o restaurante da família. Na denúncia, o MPMG afirma que comportamentos ofensivos ou discriminatórios baseados na deficiência violam a dignidade, a igualdade e o direito fundamental à não discriminação.

A vítima possui uma condição neurológica degenerativa que afeta tanto a mobilidade quanto a comunicação oral. O sofrimento emocional intenso foi um dos fatores que levaram a promotoria a considerar que as consequências ultrapassaram o momento das ofensas.

Identificação do professor da UFMG e investigação interna

Após o caso se tornar público, o homem foi identificado como Pedro Casagrande, docente na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A universidade abriu uma investigação interna contra ele. O caso ganhou repercussão e desdobramentos administrativos e legais.

Pedido de desculpas público e responsabilidade assumida

Cerca de uma semana depois do ocorrido, Pedro Casagrande publicou um pedido de desculpas no Instagram. "O que fiz foi grave e inaceitável", diz o texto. "Minha conduta foi errada e atingiu a dignidade de uma pessoa com deficiência e de seus familiares", prossegue a retratação.

"Meu pedido de perdão não apaga o erro nem exige que ele seja aceito. Ele é apenas o reconhecimento público de uma responsabilidade que é exclusivamente minha", diz ainda o texto. A retratação afirma ainda: "assumo integralmente a responsabilidade pela minha conduta e estou disposto a enfrentar todas as consequências administrativas e legais decorrentes do meu erro".

Apesar dos desdobramentos, o texto pontua: "o que mais tem pesado é a consciência do mal que provoquei". A conclusão traz mais uma retratação: "lamento profundamente o que aconteceu". O texto foi publicado no perfil pessoal de Pedro Casagrande.

O que diz a denúncia do MPMG sobre injúria e discriminação

A denúncia do Ministério Público de Minas Gerais aponta que os elementos reunidos durante a investigação indicam que as consequências do episódio ultrapassaram o momento das ofensas. O MPMG afirma que comportamentos ofensivos ou discriminatórios baseados na deficiência violam a dignidade, a igualdade e o direito fundamental à não discriminação.

O caso agora segue para análise da Justiça, que decidirá sobre o andamento do processo. O professor Pedro Casagrande poderá responder pelos crimes de injúria e discriminação.

Contexto e desdobramentos do caso em Belo Horizonte

O episódio ocorreu no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, uma área residencial e comercial da cidade. O restaurante Cozinha Santo Antônio, onde a vítima trabalha com a família, fica na Rua São Domingos do Prata.

O caso gerou comoção e debates sobre acessibilidade e respeito às pessoas com deficiência na capital mineira. A UFMG abriu investigação interna contra o docente, que também enfrenta as consequências legais da denúncia do MPMG.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu com o professor denunciado em BH?

O professor universitário Pedro Casagrande foi denunciado pelo MPMG por injúria e discriminação contra um cadeirante. O crime ocorreu em fevereiro de 2026 no Bairro Santo Antônio.

Qual foi a punição para o professor?

A denúncia foi formalizada pelo MPMG e o caso agora está sob análise da Justiça. A UFMG também abriu uma investigação interna contra o docente.

O que disse o pedido de desculpas do professor?

Pedro Casagrande publicou um pedido de desculpas no Instagram, afirmando que sua conduta foi grave e inaceitável, e que assumia integralmente a responsabilidade pelo erro.

Onde ocorreu a discriminação contra o cadeirante?

O episódio ocorreu no Bairro Santo Antônio, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, em frente ao restaurante Cozinha Santo Antônio, na Rua São Domingos do Prata.

Quem é a vítima do caso?

A vítima é Pedro, cadeirante e marido da chef Juliana Duarte, proprietária do restaurante. Ele possui uma condição neurológica degenerativa com repercussões motoras e na comunicação oral.

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