Presidente do Água Santa é alvo de mandado de prisão em operação contra o PCC
Paulo Sirqueira Korek Farias, conhecido como Paulo Camarão, presidente do Esporte Clube Água Santa, está entre os alvos dos mandados de prisão da operação deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público (MP) e pela Polícia Civil de São Paulo. A ação investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte coletivo da capital paulista. Há um mandado de prisão temporária contra ele, que ainda não foi preso. A reportagem tenta contato com a defesa.
O que se sabe até agora
Segundo a investigação, Paulo Camarão é empresário do setor de transportes e gestor das empresas Translíder e A2 Transportes. Ele é apontado como suposto "testa de ferro" da organização criminosa. O nome dele consta como presidente do Água Santa no cadastro da Federação Paulista de Futebol (FPF).
O clube fica em Diadema, na Grande São Paulo. Foi fundado em 1981 e profissionalizado em 2011. Em 2023, o Água Santa foi vice-campeão paulista, campanha que colocou a equipe do ABC na final do estadual.
A operação desta quinta-feira mira a infiltração do PCC no transporte coletivo da capital. Além de Paulo Camarão, outros alvos foram atingidos pelos mandados, conforme a apuração conduzida pelo MP e pela Polícia Civil. A investigação aponta o dirigente como elo entre o setor de transportes e a facção, na condição de suposto intermediário.
O que muda no futebol paulista
O caso coloca o Água Santa no centro de uma investigação que não nasceu no futebol. O clube de Diadema segue com sua rotina esportiva, mas a prisão temporária de seu presidente, se confirmada, abre uma frente jurídica e institucional paralela à tabela do Campeonato Paulista. A FPF ainda não se manifestou sobre o caso até a publicação desta reportagem.
A defesa de Paulo Camarão não havia sido localizada até o fechamento do texto. O mandado de prisão temporária tem prazo definido por lei e depende de decisão judicial para eventual prorrogação ou conversão em preventiva.
O próximo passo da apuração é a análise do material apreendido na operação. A Polícia Civil e o MP devem detalhar, nos próximos dias, o papel atribuído a cada alvo, incluindo o presidente do Água Santa.