Policial militar e esposa são sepultados em Itaúna
Os corpos do policial militar Alan Moreira da Silva e da esposa, Vanessa de Oliveira Borges Machado, foram sepultados nesta segunda-feira (14/9) em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. O casal foi encontrado baleado na residência onde morava no domingo (13/9).
Os corpos do policial militar Alan Moreira da Silva, de 45 anos, e da esposa, Vanessa de Oliveira Borges Machado, de 43, foram sepultados nesta segunda-feira (14/9) em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas. O casal foi encontrado com ferimentos por disparos de arma de fogo dentro da residência onde morava na tarde de domingo (13/9).
Alan morreu ainda no imóvel. Vanessa chegou a ser socorrida e encaminhada a um hospital de Itaúna, mas não resistiu e morreu horas depois. Alan, que atuava na Polícia Militar em Pará de Minas, foi velado no Cemitério de Santanense, com sepultamento marcado para as 11h45. Vanessa foi velada desde as 8h no Cemitério Central de Itaúna e sepultada às 12h45, no Cemitério Parque Jardim.
A ocorrência foi registrada por volta das 13h30 de domingo. Segundo as informações levantadas durante o atendimento, familiares foram até a residência após não conseguirem contato com o casal. Alan foi encontrado sobre uma cama, já sem vida, com ferimento na região da cabeça. Vanessa foi localizada caída nas proximidades do banheiro, também ferida por disparo, mas ainda com sinais vitais quando as equipes chegaram.
Uma arma de fogo foi encontrada no imóvel, nas proximidades onde a mulher havia sido localizada. A área foi isolada para o trabalho da perícia, responsável pelos levantamentos técnicos e pelo recolhimento de materiais que poderão ajudar a esclarecer a sequência dos acontecimentos.
Familiares relataram que Alan e Vanessa enfrentavam problemas conjugais recentes e que Vanessa havia deixado os filhos sob os cuidados de parentes antes da ocorrência. Esses relatos serão analisados em conjunto com os demais elementos reunidos pela polícia e não permitem, isoladamente, determinar o que aconteceu dentro da residência.
A Polícia Civil ficará responsável pela investigação das duas mortes. Entre os elementos que poderão ser analisados estão a arma recolhida, a trajetória dos disparos, os vestígios no imóvel, os exames nos corpos e os depoimentos de familiares e outras pessoas que possam contribuir para a reconstrução dos fatos.
Até o momento, as autoridades não apresentaram uma conclusão sobre a dinâmica da ocorrência. A investigação deverá esclarecer se houve feminicídio seguido de suicídio, homicídio sob outra circunstância ou uma dinâmica diferente. Nenhuma dessas possibilidades foi confirmada oficialmente até agora.
A definição sobre a causa e a sequência das mortes dependerá dos exames periciais e das demais diligências conduzidas pela Polícia Civil.