Polícia Civil conclui sequestro e assassinato de menina em MG
Polícia Civil de Minas Gerais conclui que Evellyn, desaparecida aos 8 anos em Sabará, foi sequestrada e assassinada. Pai é apontado como mandante da ação que matou três pessoas.
A Polícia Civil de Minas Gerais concluiu o inquérito sobre o desaparecimento de Evellyn Jasmin Machado Acacio, menina que sumiu aos 8 anos em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A apuração, encerrada nesta quinta-feira (27), aponta que ela foi sequestrada e assassinada após a morte da mãe, Katlyn Lorrayne Oliveira. O pai de Evellyn, Sildirley Silva Acacio Machado, conhecido como "Di", é apontado como mandante da ação.
A Polícia Civil concluiu que o plano inicial tinha Katlyn como alvo. Sildirley, preso na Penitenciária de Francisco Sá, no Norte de Minas, teria ordenado o sequestro e agressões contra a ex-companheira, com a intenção de deixá-la cega para impedir denúncias nas redes sociais. Na noite do crime, em junho de 2023, Katlyn estava em um salão de beleza no bairro General Carneiro, em Sabará, com a filha. A proprietária, Ana Raquel Brito Santana, tentou impedir a ação e foi atingida na cabeça com um martelo.
Katlyn e Evellyn foram levadas pelos suspeitos. Ana Raquel foi encontrada morta dentro de um veículo abandonado às margens da BR-040, em Contagem. Katlyn tentou escapar durante o deslocamento, mas foi alcançada e morta a tiros, no bairro Nações Unidas, em Sabará. Evellyn foi levada a um sítio na região de Ravena, distrito de Sabará, onde permaneceu durante o dia. A comunicação com o pai foi interrompida após a apreensão de um celular na cela dele.
Sem contato com Sildirley, os suspeitos decidiram pela morte da menina, que poderia identificá-los. Evellyn foi levada a uma região de mata e assassinada. O corpo não foi localizado, mesmo após buscas em julho de 2026. Quatro pessoas foram apontadas como envolvidas: Sildirley como mandante, uma mulher como participante, e dois homens como executores. Um dos executores morreu em setembro de 2024. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público. A Polícia Civil analisou celulares, imagens, veículos e depoimentos ao longo de três anos de investigação. A tendência é que o caso siga para análise judicial, com desdobramentos sobre a localização do corpo e a responsabilização dos envolvidos.