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PMs investigados por homicídios são alvos de operação na Bahia

ResumoA Operação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) cumpre mandados de busca e prisão contra policiais militares investigados por homicídios em Salvador e Região Metropolitana. A ação visa apurar crimes cometidos por PMs durante o serviço ou em situações de confronto. Os alvos são suspeitos de participação em execuções e mortes violentas.

O Ministério Público da Bahia deflagrou operação contra PMs investigados por homicídios. Mandados de busca e prisão são cumpridos em Salvador e RMS. Entenda o caso.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
PMs investigados por homicídios são alvos de operação na Bahia

Policiais militares investigados por homicídios são alvos de uma operação do Ministério Público da Bahia, deflagrada nesta quarta-feira. Mandados de busca e apreensão e de prisão temporária são cumpridos em Salvador e na Região Metropolitana. A ação apura execuções sumárias e falsificação de provas.

Segundo o Ministério Público da Bahia, a operação mira um grupo de PMs suspeitos de envolvimento em ao menos cinco homicídios ocorridos entre 2023 e 2024. As investigações indicam que os crimes teriam sido cometidos com uso de armas institucionais e, em alguns casos, houve adulteração de cenas para simular confronto.

O que diz a investigação

As apurações começaram após denúncias de moradores de bairros periféricos de Salvador. Testemunhas relataram execuções sumárias seguidas de plantio de armas nos corpos das vítimas. O MP-BA aponta indícios de formação de milícia e obstrução da Justiça operações do MP contra grupos de extermínio.

Mandados cumpridos

Foram expedidos 12 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária. Os alvos incluem soldados, cabos e um sargento lotados em unidades da PM na capital e em Lauro de Freitas. Até o fim da manhã, quatro policiais haviam sido presos.

Repercussão entre moradores

Em conversa com a reportagem, Seu Antônio, 58 anos, morador do bairro de São Caetano, contou que a comunidade vive sob medo constante. "A gente ouve tiro quase toda noite. Quando aparece corpo, dizem que foi confronto. Mas ninguém acredita. É execução mesmo", afirmou.

A fala de Seu Antônio ecoa um sentimento comum em áreas de maior vulnerabilidade social na capital baiana. Dados da Secretaria de Segurança Pública da Bahia indicam que, em 2024, 78% das mortes registradas como "auto de resistência" ocorreram em bairros com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Histórico de denúncias

A Corregedoria da PM já havia recebido ao menos 15 representações contra os mesmos policiais nos últimos dois anos, segundo apurou a reportagem. Em três casos, as investigações internas foram arquivadas por falta de provas. O MP-BA, no entanto, decidiu aprofundar as apurações após surgirem novas testemunhas e laudos periciais que contradizem as versões oficiais.

O que diz a PM

Em nota, a Polícia Militar da Bahia informou que "colabora integralmente com as investigações" e que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes. A corporação afirmou ainda que "repudia qualquer desvio de conduta" e que os policiais presos serão afastados preventivamente.

Próximos passos

A Justiça Militar da Bahia também foi acionada para acompanhar o caso. Os presos devem passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira. O MP-BA espera que as prisões temporárias sejam convertidas em preventivas, com base no risco de destruição de provas.

Perguntas Frequentes

Quantos PMs são investigados?

Ao menos 12 policiais militares são investigados por homicídios na operação deflagrada pelo MP-BA.

Onde os mandados estão sendo cumpridos?

Os mandados são cumpridos em Salvador e na Região Metropolitana, especialmente em Lauro de Freitas.

Quais crimes são apurados?

A operação apura homicídios qualificados, falsificação de provas e formação de milícia.

A PM colabora com a investigação?

Sim. A Polícia Militar da Bahia informou que colabora integralmente e instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes.

O que acontece com os policiais presos?

Eles passarão por audiência de custódia e podem ter a prisão temporária convertida em preventiva pela Justiça.

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