China mira revolução industrial com milhões de robôs
A China aposta em um plano bilionário para conduzir uma nova revolução industrial, com milhões de robôs integrados à produção. A estratégia envolve automação em larga escala e a formação de uma força de trabalho capaz de operar máquinas inteligentes.
Em uma sala de aula, cerca de 30 estudantes universitários aprendem programação. Um deles digita enquanto observa um robô: "A ideia é que ele pegue aquela peça cilíndrica e a mova para lá". Ao lado, uma fileira de robôs industriais aguarda instruções, e outros alunos desenvolvem instrumentos médicos robóticos. O professor Chen Tianyu, de 28 anos, resume a urgência do momento: "Se o mundo da IA e da robótica não precisar de você, certamente você estará entre os que serão descartados".
Chen se mantém atualizado visitando fábricas que migram para a automação. "Tiro um cochilo e o mundo muda", diz. A fala reflete a velocidade das mudanças que o plano chinês impõe ao setor produtivo.
O movimento não se restringe à indústria pesada. No interior de São Paulo, um robô garçom virou atração em uma padaria e aumentou o faturamento em até 60%. O exemplo mostra como a automação já alcança o varejo local, ainda que em escala menor.
O plano chinês combina investimento estatal e privado, mas a fonte não detalha valores específicos nem cronograma. O que se sabe é que a aposta em robótica e IA busca reposicionar o país na cadeia global de manufatura, com impacto direto na formação profissional.
Para trabalhadores, a mensagem é clara: a adaptação deixou de ser opcional. A pergunta que fica é como outros países, incluindo o Brasil, vão responder a essa corrida tecnológica automação e mercado de trabalho.