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PJF interdita rua na Cidade Alta após trincas próximas a obra particular

ResumoA Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) interditou a Rua Nossa Senhora de Fátima, na Cidade Alta, devido a trincas e desabamento de passeio próximos a uma obra particular. Moradores, incluindo idosos, precisam subir a via a pé. As linhas de ônibus 547 e 560 tiveram o ponto final alterado.

A Rua Nossa Senhora de Fátima, na Cidade Alta, foi interditada pela PJF após surgimento de trincas e desabamento de passeio ao lado de obra particular. Moradores, incluindo idosos, precisam subir a rua a pé. Linhas 547 e 560 têm ponto final alterado.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 20 de julho de 2026 · 3 min de leitura
PJF interdita rua na Cidade Alta após trincas próximas a obra particular

A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) interditou totalmente a Rua Nossa Senhora de Fátima, no bairro homônimo, na região da Cidade Alta, na última sexta-feira (17). A medida preventiva foi tomada após o surgimento de trincas na via e o desabamento de um trecho do passeio, ocorrido na parte da manhã, ao lado de uma obra particular.

Segundo a administração municipal, o terreno onde a obra é executada já havia sido alvo de notificação da fiscalização da Defesa Civil em 2024. Em março de 2026, uma casa ao lado desabou parcialmente, deixando uma idosa de 62 anos ferida. A mulher foi levada por meios próprios para a UPA São Pedro e transferida para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira (HPS). A Secretaria de Saúde informou que ela estava estabilizada e seguia sob cuidados médicos.

O proprietário da obra tem o prazo de dez dias para promover a estabilização do terreno, executando todas as intervenções necessárias para eliminar os riscos e restabelecer as condições de segurança da área.

Impacto na mobilidade e relatos de moradores

Com a interdição, as linhas de ônibus 547 e 560, que atendem o bairro, passaram a operar com alteração temporária no ponto final. Os usuários devem descer próximo à Paróquia Universitária Nossa Senhora de Fátima.

A Tribuna de Minas esteve no local e constatou moradores, incluindo idosos e pessoas com mobilidade reduzida, precisando subir a rua a pé. Uma idosa, que preferiu não se identificar, esperava no início da rua por "uma pessoa conhecida passar para acionar um carro por aplicativo", já que não possui condições de subi-la a pé com três sacolas pesadas.

"Minha casa é uma das últimas, das mais altas da rua. Em outros tempos, até subiria andando, mas hoje dependo do ônibus", afirmou a moradora.

Histórico de ocorrências no local

O desabamento de 31 de março de 2026, que feriu a idosa de 62 anos, ocorreu após a obra vizinha realizar um serviço de desaterro com uso de maquinário, o que, segundo o Corpo de Bombeiros, poderia ter comprometido a estrutura da residência. O local foi isolado pelo Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), e a Defesa Civil confirmou a interdição do imóvel e da obra à época.

A situação levanta questionamentos sobre a fiscalização de obras particulares em áreas residenciais e os riscos para a população. A Defesa Civil segue monitorando o local, enquanto a PJF aguarda o cumprimento do prazo de dez dias para a estabilização do terreno.

Perguntas Frequentes

Por que a Rua Nossa Senhora de Fátima foi interditada?

A via foi interditada preventivamente pela PJF após o surgimento de trincas e o desabamento de um trecho do passeio ao lado de uma obra particular.

Quais linhas de ônibus foram afetadas?

As linhas 547 e 560 tiveram o ponto final alterado temporariamente para próximo da Paróquia Universitária Nossa Senhora de Fátima.

O que aconteceu em março de 2026 no local?

Uma casa ao lado do terreno desabou parcialmente, deixando uma idosa de 62 anos ferida. O serviço de desaterro da obra vizinha foi apontado como possível causa.

Qual o prazo para o proprietário da obra regularizar a situação?

O proprietário tem dez dias para promover a estabilização do terreno e eliminar os riscos, conforme determinado pela Prefeitura.

A Defesa Civil já havia notificado o terreno antes?

Sim, o terreno já havia sido alvo de notificação da fiscalização da Defesa Civil em 2024.

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