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PF diz que Mendonça agiu 'sem autorização' contra Moraes

ResumoA Polícia Federal afirma que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, ordenou investigações contra Alexandre de Moraes sem autorização específica e perante juízo incompetente. Os relatórios enviados a Moraes indicam que as decisões de Mendonça geraram crise institucional no STF. A conduta do ministro é descrita como irregular pela PF, sem respaldo legal ou hierárquico.

A PF afirma em relatórios enviados a Moraes que Mendonça ordenou investigações 'sem autorização específica' e 'perante juízo que não detém competência'. Decisões causaram crise no STF.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 04 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
PF diz que Mendonça agiu 'sem autorização' contra Moraes

A Polícia Federal (PF) afirma que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ações de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes sem autorização específica e perante juízo que não detém competência. A informação está em relatórios de inteligência enviados a Moraes, que causaram crise no tribunal.

Segundo o documento, a determinação de Mendonça configurou "ato de investigação amplo, dirigido a pessoas determinadas, produzido sem autorização específica e perante juízo que, quanto a duas delas, não detém a competência". A PF também apontou que Mendonça ordenou que policiais identificassem pessoas com prerrogativa de foro no STF nos materiais apreendidos com um banqueiro e fornecessem "a íntegra de todas as mensagens e interações existentes que envolvam as mesmas pessoas".

Para a PF, a ordem de Mendonça foi além da identificação. As mensagens apontadas citam Moraes, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O relatório indica que a medida atingiu pessoas com foro privilegiado, o que ampliou o alcance da investigação.

A crise no tribunal gira em torno dessas decisões, que questionam os limites da atuação de Mendonça. A PF sustenta que as ações ocorreram sem respaldo específico, o que levanta dúvidas sobre a legalidade dos procedimentos.

Nos bastidores, a expectativa é de que o caso reforce o debate sobre a competência de cada ministro em investigações que envolvem colegas da Corte. Ainda não há posicionamento público de Mendonça sobre o conteúdo dos relatórios.

Enquanto isso, moradores do interior de Minas, acostumados a acompanhar de longe as disputas em Brasília, esperam que a crise não trave pautas que afetam o dia a dia, como repasses e programas rurais. A política, aqui, também se mede pelos efeitos práticos na terra.

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