PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar
A Polícia Federal aponta que um grupo ligado ao presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, recebeu benefícios como carros de luxo e voos em jatinho pagos por empresários investigados. O esquema teria movimentado milhões entre 2021 e 2023.
PF aponta Mercedes e voos em jatinho como benefícios usados por grupo ligado a Bacellar
A Polícia Federal (PF) identificou que um grupo ligado ao presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, recebeu benefícios de alto valor, como carros Mercedes-Benz e voos em jatinho, pagos por empresários investigados. O relatório da Operação Turnês, que apura desvios na área de educação, detalha como esses luxos teriam sido usados para ocultar propina entre 2021 e 2023.
O que a PF encontrou
Segundo a PF, os benefícios incluíam a compra de veículos de luxo, como um Mercedes-Benz GLE 350, avaliado em mais de R$ 400 mil, e fretamentos de jatinhos para viagens nacionais e internacionais. Os pagamentos eram feitos por empresas que mantinham contratos com o governo fluminense, em especial na Secretaria de Educação.
Veículos de luxo
A investigação aponta que ao menos dois carros Mercedes foram adquiridos em nome de laranjas e repassados ao grupo de Bacellar. Um deles, modelo GLE 350, foi comprado em 2022 por R$ 420 mil, com notas fiscais frias de uma empresa de fachada (PF, relatório da Operação Turnês, jun/2025).
Voos em jatinho
Os voos fretados, segundo a PF, somam mais de 30 trechos entre 2021 e 2023, com destinos como São Paulo, Brasília e Orlando, nos Estados Unidos. O custo estimado de cada voo varia entre R$ 50 mil e R$ 120 mil, pagos por empresas investigadas por superfaturamento em contratos educacionais.
Como o esquema funcionava
A PF descreve que os empresários pagavam os benefícios em troca de vantagens em licitações da Secretaria de Educação do Rio. O grupo de Bacellar, segundo a investigação, atuava para direcionar contratos a empresas específicas, com sobrepreço médio de 30% em relação ao valor de mercado.
O papel de Bacellar
Rodrigo Bacellar é investigado por suposta participação no esquema, mas nega irregularidades. A defesa afirma que os benefícios eram pagamentos legítimos de serviços prestados. A PF, no entanto, aponta que não há contratos formais que justifiquem os valores.
Contexto da investigação
A Operação Turnês foi deflagrada em maio de 2025 e já cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Bacellar e a empresários. O caso corre sob sigilo na Justiça Federal do Rio. A PF estima que o esquema movimentou cerca de R$ 50 milhões entre 2021 e 2023.
Repercussão política
A revelação gerou reações na Alerj. Deputados de oposição pediram a abertura de uma CPI para investigar as denúncias. Já a base aliada defende a inocência de Bacellar até prova contrária. A presidência da Alerj não se manifestou oficialmente.
Próximos passos
A PF aguarda a análise de documentos apreendidos para concluir o inquérito. O Ministério Público Federal (MPF) deve decidir sobre denúncia nos próximos meses. Especialistas em direito penal apontam que, se confirmadas as acusações, os envolvidos podem responder por corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro Operação Turnês: entenda o esquema de desvios na educação do Rio.
Perguntas Frequentes
Quem é Rodrigo Bacellar?
Rodrigo Bacellar é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) desde 2023. Ele é investigado pela PF na Operação Turnês.
O que a PF encontrou contra Bacellar?
A PF aponta que o grupo ligado a Bacellar recebeu carros Mercedes e voos de jatinho pagos por empresários com contratos na educação, como forma de propina.
Bacellar foi preso?
Não. Até o momento, não há mandado de prisão contra ele. A investigação segue em andamento.
Qual o valor dos benefícios?
A PF estima que os benefícios somam mais de R$ 1 milhão em veículos e voos, com movimentação total de R$ 50 milhões no esquema.
O que diz a defesa de Bacellar?
A defesa nega irregularidades e afirma que os pagamentos foram por serviços prestados, sem relação com contratos públicos.
Como a operação impacta a Alerj?
A oposição pede CPI, enquanto a base aliada aguarda o fim das investigações. O caso pode enfraquecer a imagem da presidência da Casa.