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O que pensam evangélicos indecisos do RJ na eleição? Veja série

ResumoA série 'Voto Pendular' do Rio de Janeiro revela que evangélicos indecisos priorizam violência, família e serviços públicos além da religião. A pesquisa mostra eleitores fluminenses ponderando gestão de segurança, políticas familiares e qualidade de saúde e educação. A decisão final depende da capacidade dos candidatos de apresentar propostas concretas para esses problemas urbanos, não apenas alinhamento doutrinário.

No Rio, série 'Voto Pendular' mostra que evangélicos indecisos vão além da religião: violência, família e serviços públicos pesam na escolha. Entenda.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
O que pensam evangélicos indecisos do RJ na eleição? Veja série

A população evangélica cresce no Brasil e ganha peso nas eleições. Na Região Metropolitana do Rio, dos 22 municípios da Grande Rio, os católicos são maioria em apenas quatro, incluindo a capital. Sem o peso demográfico da cidade do Rio, os evangélicos já seriam o maior grupo religioso da região.

Esse é o foco do segundo episódio da série especial 'Voto Pendular', do Jornal da Globo. A jornalista Renata Lo Prete e Felipe Nunes, diretor da Quaest e professor da FGV, percorrem São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador em quatro episódios. Segundo a Quaest, os eleitores independentes representam 32% do eleitorado brasileiro: pessoas que mudaram de voto nas duas últimas eleições e não mantêm identificação permanente com um campo político.

No Rio, a reportagem ouviu evangélicos na Penha, bairro da Zona Norte, e em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O grupo é diverso e suas preocupações vão além da religião: violência, família, trabalho, saúde, educação e a qualidade das propostas aparecem nas conversas. Entre os entrevistados estão os empresários Leandro Lima, Rodrigo Vituriano e Marcos Hiraguch, a atendente Herika Oliveira e os pastores Alex Azevedo e Lenêa de Oliveira Rosa.

Segundo Felipe Nunes, os evangélicos votaram majoritariamente em candidatos de direita nas últimas eleições presidenciais, mas esse comportamento é recente. "Nas primeiras eleições do Lula, em 2002 e 2006, eles foram fundamentais e votaram majoritariamente no candidato do PT. Em 2010 aconteceu a mesma coisa", afirmou. A mudança começou em 2014 e se consolidou a partir de 2018, quando os evangélicos viraram o principal grupo de apoio ao bolsonarismo. O movimento se manteve em 2022, mas há sinais de mudança para 2026: "Em 2026, ele parece apresentar novos rachas, novos episódios", disse Nunes.

Na Penha, bairro próximo aos complexos do Alemão e da Penha, a violência é uma preocupação espontânea. Marcos Hiraguch, empresário, diz que "a violência aqui é a todo momento". A família também pesa: "O candidato que preza pela família é o candidato que sempre vai sair na frente em relação aos evangélicos", afirma. Já Erika, auxiliar de cozinha, pensa no cotidiano: "Quando eu penso em eleição, vêm muitas mudanças. Principalmente com a educação, com a saúde". Ela cita o Bolsa Família e as mães solo: "É um direito nosso, de mães solos".

Em Nova Iguaçu, segundo maior colégio eleitoral da região, os evangélicos já formam o maior grupo religioso, à frente dos católicos. A série mostra que a decisão de voto combina fé, família e necessidades concretas. Para acompanhar a série, assista ao Jornal da Globo e veja os episódios completos no g1.

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