Pastora investigada por estuprar meninas mandou vítima excluir conta com 14 mil fotos e vídeos
A pastora Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, mandou uma vítima de 18 anos excluir uma conta de e-mail com cerca de 14 mil fotos e vídeos para impedir que o material fosse usado como prova. Ela e o marido são procurados por estuprar ao menos seis meninas em Roraima.
Pastora investigada por estuprar meninas mandou vítima excluir conta com 14 mil fotos e vídeos
A pastora Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, mandou uma vítima de 18 anos excluir uma conta de e-mail que armazenava cerca de 14 mil fotos e vídeos, de acordo com a investigação. Para a Polícia Civil, o objetivo era impedir que o material fosse utilizado como prova. Ela e o marido, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, são procurados por estuprar ao menos seis meninas em Roraima.
O que diz a investigação
Segundo a Polícia Civil, a pastora Arielly Kamila Moraes de Souza ordenou que uma das vítimas, de 18 anos, apagasse uma conta de e-mail repleta de fotos e vídeos. Eram cerca de 14 mil arquivos. A orientação, segundo os investigadores, era clara: sumir com o material que poderia servir de prova contra o casal.
Quem são os investigados
Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, e o marido dela, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, são pastores evangélicos e estão foragidos. Eles são procurados por estuprar ao menos seis meninas em Roraima. A tesoureira da igreja, Raquel Barros Lira da Silva, de 20 anos, também é investigada, mas por fraude processual.
O vídeo e a quebra do celular
A tesoureira gravou um vídeo em que aparece junto com uma das vítimas e uma adolescente, de 17 anos, quebrando um celular. A cena foi registrada a mando dos pastores, segundo a investigação. O objetivo era destruir provas que pudessem incriminar o casal.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa do casal informou que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e que nunca responderam a processos criminais. Disse ainda que tenta acesso aos autos para se manifestar sobre o pedido de prisão. Até o momento, o casal segue foragido.
Fraude processual: o que significa
A tesoureira Raquel Barros Lira da Silva é investigada por fraude processual. O crime ocorre quando alguém tenta atrapalhar uma investigação ou processo judicial, destruindo ou escondendo provas. No caso, a quebra do celular e a exclusão da conta de e-mail são os atos sob suspeita.
O interior também é Minas
Eu, que venho do interior de Minas, sei como uma notícia dessas ecoa nas pequenas cidades. Lá, a igreja muitas vezes é o centro da comunidade, e a confiança nos líderes religiosos é grande. Quando um caso como esse vem à tona, ele não abala só as vítimas, mas toda a rede de fé e apoio que sustenta o dia a dia das pessoas. A seca não é notícia só quando vira tragédia; o abuso também não deveria ser notícia só quando vira escândalo nacional.
O que esperar daqui para frente
A Polícia Civil de Roraima continua as buscas pelo casal. A investigação apura o estupro de ao menos seis meninas, mas o número pode crescer à medida que novas vítimas aparecerem. A comunidade local espera que a Justiça seja feita e que os responsáveis sejam punidos.
Perguntas Frequentes
O que é fraude processual?
Fraude processual é o crime de tentar atrapalhar uma investigação ou processo judicial, destruindo ou escondendo provas.
Quantas vítimas o casal é acusado de estuprar?
Ao menos seis meninas em Roraima, segundo a investigação da Polícia Civil.
O que aconteceu com o celular quebrado?
A tesoureira da igreja, junto com uma vítima e uma adolescente, quebrou o celular a mando dos pastores, conforme registrado em vídeo.
O casal foi preso?
Não. Arielly Kamila e Wenderson Lima estão foragidos.
O que a defesa alega?
Que eles são inocentes, primários, têm bons antecedentes e nunca responderam a processos criminais.