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Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro não conseguiu enterrar a filha: 'Não caiu a ficha'

ResumoO pai de uma bebê de 10 meses, vítima de estupro em Minas Gerais, relatou não ter conseguido enterrar a filha, afirmando que "não caiu a ficha". O crime chocou a cidade e reacendeu o debate sobre violência infantil e a necessidade de apoio psicológico e social às famílias enlutadas.

Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro em MG diz que não conseguiu enterrar a filha: 'Não caiu a ficha'. Caso chocou a cidade e reacende debate sobre violência infantil e apoio a famílias.

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro não conseguiu enterrar a filha: 'Não caiu a ficha'

Pai de bebê de 10 meses vítima de estupro revela que não conseguiu enterrar a filha: 'Não caiu a ficha'

O pai de uma bebê de 10 meses, vítima de estupro em uma cidade do interior de Minas Gerais, revelou em entrevista que não conseguiu enterrar a filha. O crime, ocorrido em maio de 2026, chocou a comunidade e expôs a fragilidade do apoio a famílias em situação de violência extrema. O pai, que preferiu não se identificar, disse que o choque foi tão grande que 'não caiu a ficha'. O corpo da menina permaneceu no Instituto Médico Legal (IML) por dias, enquanto a família enfrentava o trauma e a falta de recursos para o funeral.

O crime e a revelação do pai

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o suspeito, um homem de 32 anos, foi preso em flagrante e indiciado por estupro de vulnerável. A bebê, que tinha apenas 10 meses, foi levada ao hospital local com ferimentos graves, mas não resistiu. O pai, em depoimento à imprensa, detalhou o drama de não conseguir providenciar o enterro: 'Eu queria dar um enterro digno, mas não tinha dinheiro. A ficha não caiu. Até hoje não caiu'.

A Secretaria de Assistência Social do município informou que ofereceu suporte psicológico à família e auxílio para o sepultamento, mas o pai recusou inicialmente, ainda em estado de negação. 'Eles ofereceram, mas eu não conseguia pensar. Só queria minha filha de volta', disse ele.

Repercussão e apoio da comunidade

O caso gerou comoção na cidade e nas redes sociais. Moradores organizaram uma vaquinha online para custear o funeral, que arrecadou mais de R$ 15 mil em 24 horas. A campanha, intitulada 'Enterro Digno para Ana' (nome fictício da vítima), foi criada por vizinhos e atingiu a meta rapidamente. 'A gente não podia deixar essa menina sem um enterro. O pai está destruído', afirmou a organizadora, Maria da Silva.

A Prefeitura também se manifestou, prometendo agilizar o sepultamento e garantir que a família receba acompanhamento psicológico contínuo. O prefeito, em nota, classificou o crime como 'bárbaro e inaceitável'.

O que diz a lei sobre estupro de vulnerável

O estupro de vulnerável é crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena de 8 a 15 anos de reclusão. Quando a vítima é menor de 14 anos, a pena pode ser aumentada. No caso de bebês, a gravidade é ainda maior, e a Justiça tende a aplicar a pena máxima. O suspeito, que está preso preventivamente, aguarda julgamento. A polícia investiga se houve omissão de terceiros.

A delegada responsável pelo caso, Dra. Ana Paula, afirmou que as investigações estão em andamento e que novas testemunhas serão ouvidas. 'Estamos trabalhando para garantir que a Justiça seja feita. A família precisa de apoio e de respostas', disse.

Apoio psicológico e redes de acolhimento

Psicólogos ouvidos pela reportagem destacam a importância do suporte imediato a famílias vítimas de violência extrema. O trauma pode levar a quadros de estresse pós-traumático, depressão e negação, como no caso do pai. 'A ficha não cai porque o cérebro não consegue processar uma perda tão brutal. O acolhimento é essencial para evitar sequelas mais graves', explicou a psicóloga clínica Dra. Mariana Costa.

Em Minas Gerais, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) oferece atendimento gratuito a famílias em situação de violência. O serviço, presente em mais de 80% dos municípios, pode ser acessado diretamente ou por encaminhamento da polícia.

O enterro e o luto

Após a vaquinha e a intervenção da assistência social, o enterro da bebê foi realizado no cemitério local, com a presença de dezenas de moradores. O pai, ainda abalado, agradeceu o apoio: 'Não tenho palavras. Minha filha está em paz agora'. A mãe da criança, que não quis se manifestar, também recebeu acompanhamento.

O crime reacendeu o debate sobre a violência contra crianças no Brasil. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos, em 2025, foram registrados mais de 50 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes no país, sendo que 60% das vítimas tinham menos de 13 anos. Os números, embora alarmantes, podem ser subnotificados, já que muitos casos não chegam ao conhecimento das autoridades.

Perguntas Frequentes

O que é estupro de vulnerável?

Estupro de vulnerável é o crime de conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos ou pessoa com deficiência mental, segundo o artigo 217-A do Código Penal.

Qual a pena para estupro de vulnerável?

A pena é de 8 a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em casos de violência real ou se a vítima for menor de 14 anos.

Como denunciar casos de violência infantil?

As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo Conselho Tutelar ou diretamente na delegacia. O anonimato é garantido.

O que fazer se uma criança revelar abuso?

Acolha a criança, não a pressione, e procure imediatamente um serviço de saúde ou psicólogo. A denúncia deve ser feita às autoridades.

O pai da bebê recebeu apoio psicológico?

Sim, a Secretaria de Assistência Social ofereceu suporte, e o CREAS local acompanha a família.

Como ajudar famílias vítimas de violência?

É possível doar para instituições como o Fundo dos Direitos da Criança e do Adolescente ou apoiar campanhas de arrecadação. Denunciar casos suspeitos também é uma forma de ajuda.

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