# Operação resgata 89 trabalhadores em condições análogas à escravidão na Zona da Mata

> A operação conjunta do Ministério Público do Trabalho e da Polícia Federal resgatou 89 trabalhadores em condições análogas à escravidão em três fazendas de café na Zona da Mata Mineira. As vítimas, localizadas em Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, não possuíam registro em carteira, equipamentos de proteção individual nem instalações sanitárias adequadas. Os empregadores pagaram R$ 654,6 mil em verbas rescisórias e danos morais.

*Portal Notícias MG · Cidade · 30 de julho de 2026 · Vânia Drummond*

Uma operação conjunta resgatou 89 trabalhadores em condições análogas à escravidão em três fazendas de café na Zona da Mata Mineira. As vítimas, em Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu, não tinham registro, EPIs nem instalações sanitárias. Os empregadores já pagaram R$ 654,6

Sem registro em carteira, obrigados a fazer as necessidades fisiológicas no mato e alojamentos degradantes. Essa foi a realidade encontrada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho ao resgatar 89 trabalhadores em condições análogas à escravidão em três fazendas de café na Zona da Mata Mineira. As irregularidades graves foram identificadas nos municípios de Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu.

A operação começou em 19 de julho e contou com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF). O auditor-fiscal Wallace Pacheco, representante da DS-MG/Sinait, afirmou que os empregadores foram notificados a regularizar os contratos e quitar as verbas rescisórias. "Todas as empresas serão autuadas por diversas irregularidades", declarou.

Nas lavouras, não havia instalações sanitárias, obrigando os trabalhadores, incluindo mulheres, a se alojarem no mato. Em duas propriedades, os alojamentos não ofereciam condições mínimas de higiene. Em Mutum, as imagens mostram beliches improvisadas, chão sem piso, paredes sujas e uma geladeira com ferrugem. Em Santana do Manhuaçu, seis beliches enfileiradas dividem espaço com gaiolas de pássaros e fios expostos. Em Alto Caparaó, os auditores encontraram os trabalhadores em meio aos pés de café.

Para Pacheco, os resgates evidenciam que o trabalho degradante persiste no meio rural. Ele defende o fortalecimento da fiscalização e a conscientização da sociedade como ferramentas para prevenir novas violações.

As três empresas responsabilizadas já pagaram cerca de R$ 654,6 mil em verbas rescisórias. Uma delas ainda não quitou integralmente os valores e foi notificada. O MPT informou que adotará providências e propôs Termos de Ajuste de Conduta (TACs) aos outros dois empregadores.

## Perguntas Frequentes

### Quantos trabalhadores foram resgatados?

Foram 89 trabalhadores resgatados em três fazendas de café na Zona da Mata Mineira.

### Quais municípios foram alvo da operação?

As propriedades fiscalizadas ficam em Alto Caparaó, Mutum e Santana do Manhuaçu.

### Quais órgãos participaram da operação?

A operação foi realizada pela Auditoria-Fiscal do Trabalho, com o MPT e a Polícia Federal.

### Quanto foi pago em verbas rescisórias?

Cerca de R$ 654,6 mil foram pagos pelas três empresas aos trabalhadores resgatados.

### O que acontece com as empresas autuadas?

Elas foram notificadas a regularizar contratos e podem responder a novas medidas administrativas e judiciais, incluindo TACs propostos pelo MPT.

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