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Operação apreende máquinas em área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap

ResumoOperação conjunta do Ministério Público Federal e Polícia Federal apreendeu escavadeiras e caminhões em área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap, Zona Oeste do Rio. A ação, ocorrida em maio de 2026, flagrou destruição de vegetação nativa e captação ilegal de recursos naturais.

Uma operação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal apreendeu escavadeiras e caminhões em uma área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio. A ação, realizada em maio de 2026, flagrou destruição de vegetação nativa e captação ileg

Ronaldo Pimenta
Ronaldo Pimenta Repórter de Esporte Mineiro · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Operação apreende máquinas em área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap

Uma operação conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal apreendeu escavadeiras e caminhões em uma área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. A ação, realizada em maio de 2026, flagrou a destruição de vegetação nativa e a captação ilegal de água do subsolo. Os responsáveis podem responder por crime ambiental e usurpação de bem da União.

Uma operação conjunta do MPF e da Polícia Federal apreendeu escavadeiras e caminhões em uma área de extração mineral irregular em Jardim Sulacap, na Zona Oeste do Rio. A ação, em maio de 2026, flagrou destruição de vegetação nativa e captação ilegal de água do subsolo. Os responsáveis podem responder por crime ambiental e usurpação de bem da União.

Operação flagra extração irregular em área de preservação

A operação foi deflagrada após denúncias anônimas e monitoramento por satélite da região. Segundo o MPF, a área explorada fica próxima a um remanescente de Mata Atlântica, bioma que, de acordo com o IBGE, cobre cerca de 12,4% da área original do estado do Rio de Janeiro. A extração de areia e argila sem licença degrada o solo e compromete o lençol freático.

No local, os agentes encontraram duas escavadeiras hidráulicas, três caminhões basculantes e um trator de esteira. Todo o maquinário foi apreendido e levado para um pátio da Polícia Federal. A estimativa é que o volume extraído ilegalmente chegue a 15 mil metros cúbicos de areia, o suficiente para abastecer dezenas de obras na região.

Como funciona a fiscalização de mineração no Rio de Janeiro

A Agência Nacional de Mineração (ANM) é o órgão responsável por regular e fiscalizar a atividade mineral no Brasil. No estado do Rio, a agência atua em parceria com o Ibama e a Polícia Federal. Em 2025, a ANM realizou 1.247 fiscalizações em todo o país, resultando em 342 autuações por extração irregular fiscalização ANM 2025.

Para que uma atividade de mineração seja legal, o empreendedor precisa de:

  1. Título de lavra ou permissão de lavra garimpeira, emitido pela ANM.
  2. Licença ambiental, concedida pelo órgão estadual (Inea, no Rio) ou federal (Ibama).
  3. Outorga de direito de uso da água, da ANA ou do órgão estadual.

A ausência de qualquer um desses documentos caracteriza irregularidade. No caso de Jardim Sulacap, a operação não encontrou nenhuma licença.

Consequências legais para os responsáveis

Os responsáveis pela extração irregular podem ser enquadrados em pelo menos três crimes: usurpação de bem da União (art. 2º da Lei 8.176/91), crime ambiental (art. 55 da Lei 9.605/98) e associação criminosa (art. 288 do Código Penal). As penas somadas podem chegar a 8 anos de reclusão.

Além da esfera criminal, os infratores respondem na área cível por danos ambientais. O MPF pode exigir a recuperação da área degradada e o pagamento de indenização. Em casos similares, a Justiça Federal já determinou multas superiores a R$ 500 mil.

Impactos da mineração ilegal no meio ambiente

A extração mineral irregular causa danos diretos ao solo, à água e à biodiversidade. A remoção da vegetação expõe o solo à erosão. A captação de água do subsolo sem controle reduz o lençol freático, afetando poços de moradores vizinhos.

Segundo o Ibama, a mineração ilegal é uma das principais causas de desmatamento em áreas de Mata Atlântica no estado do Rio. O bioma perdeu cerca de 3.500 hectares entre 2023 e 2024, segundo dados do Atlas da Mata Atlântica.

Perguntas Frequentes

O que foi apreendido na operação em Jardim Sulacap?

Foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas, três caminhões basculantes e um trator de esteira usados na extração irregular de areia.

Quem participou da operação?

A operação foi conjunta do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, com apoio do Ibama.

Quais são as consequências para quem extrai areia ilegalmente?

Os responsáveis podem responder por crime ambiental, usurpação de bem da União e associação criminosa, com penas de até 8 anos de prisão, além de multas e obrigação de recuperar a área.

Como denunciar extração mineral irregular?

Denúncias podem ser feitas ao MPF pelo site mpf.mp.br, à Polícia Federal pelo telefone 194 ou ao Ibama pela Linha Verde (0800-61-8080).

O que caracteriza extração mineral irregular?

A extração sem título de lavra da ANM, sem licença ambiental ou sem outorga de água é considerada irregular.

Qual a diferença entre extração legal e ilegal?

A extração legal segue as normas da ANM, tem licença ambiental e outorga de água. A ilegal opera sem qualquer autorização, causando danos ao meio ambiente.

A operação em Jardim Sulacap mostra que o poder público está atento à exploração ilegal de recursos minerais. A apreensão do maquinário interrompe o crime e serve de alerta para outros infratores. A recuperação da área degradada agora depende de ação judicial.

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