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Obra em Campo Grande começou sem alvará e é paralisada

ResumoA obra do supermercado no bairro Aero Rancho, em Campo Grande, foi paralisada pela Prefeitura após o desabamento de estrutura pré-moldada que matou dois trabalhadores. A construção começou sem alvará, emitido somente quatro dias depois do acidente. A interdição ocorre enquanto autoridades investigam as responsabilidades pela ausência de licenciamento e pelas mortes.

A Prefeitura de Campo Grande paralisou a obra de um supermercado no bairro Aero Rancho onde dois trabalhadores morreram após o desabamento de uma estrutura pré-moldada. O alvará de construção só foi emitido quatro dias depois do acidente.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 10 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Obra em Campo Grande começou sem alvará e é paralisada

A Prefeitura de Campo Grande paralisou a obra de um supermercado no bairro Aero Rancho onde dois trabalhadores morreram após o desabamento de uma estrutura pré-moldada. O acidente ocorreu em 4 de setembro. Morreram no local Willian Douglas Souza Cabral, de 39 anos, e Joel da Silva Oliveira, de 40 anos. Outros dois trabalhadores ficaram feridos.

A fiscalização municipal constatou que a construção havia sido iniciada antes da emissão do alvará. Conforme a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), o Alvará de Construção foi emitido e assinado em 8 de setembro, quatro dias depois do acidente e quando a obra já estava em andamento. Diante das irregularidades identificadas no local, a obra foi imediatamente embargada e foram lavrados autos de infração.

O que a fiscalização encontrou no Aero Rancho

O órgão responsável pela fiscalização apontou dois problemas centrais. O primeiro é documental: a obra avançou sem o alvará exigido para construção. O segundo é de segurança: a vistoria também identificou riscos na área.

A paralisação atinge diretamente quem mora no entorno. Obra embargada significa canteiro interditado, circulação alterada na vizinhança e uma estrutura pré-moldada parcialmente erguida aguardando decisão sobre remoção ou reforço. Para moradores próximos, vale acompanhar os prazos e canais oficiais da Prefeitura sobre a liberação ou demolição do que restou.

Por que o alvará saiu depois do acidente

O caso expõe uma falha no controle prévio da construção. Em tese, o alvará deveria anteceder o início dos trabalhos. A Semades informou que o documento só foi emitido em 8 de setembro, quatro dias após as mortes. A sequência, portanto, foi inversa à prevista: primeiro a obra, depois a autorização.

Não há, na fonte, informação sobre quem seria o responsável pela execução da obra nem sobre eventuais penalidades aplicadas além do embargo e dos autos de infração. As apurações sobre as causas do desabamento seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.

Para a população, o efeito prático é a interrupção do empreendimento e a abertura de um precedente de fiscalização mais rígida em canteiros da região. segurança em obras na capital

O caso também reacende a discussão sobre fiscalização preventiva de construções em Campo Grande, tema que costuma ganhar força após acidentes com vítimas fatais. fiscalização de obras em Mato Grosso do Sul

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