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NY sabia que ar após 11/9 era insalubre, mostram documentos

ResumoNova York divulgou mais de 170 mil páginas de registros pós-11/9, confirmando que autoridades municipais tinham conhecimento da qualidade insalubre do ar no Ground Zero. Documentos mostram que medições oficiais indicavam riscos à saúde, enquanto comunicados públicos minimizavam a gravidade. A divulgação ocorre após anos de pressão de socorristas e residentes afetados por doenças respiratórias.

Nova York divulgou mais de 170 mil páginas de registros sobre a qualidade do ar após 11/9, mostrando que autoridades sabiam das condições insalubres no Ground Zero, apesar das garantias ao público.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 08 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
NY sabia que ar após 11/9 era insalubre, mostram documentos

A cidade de Nova York divulgou mais de 170.000 páginas de registros anteriormente não revelados sobre a qualidade do ar após os ataques de 11 de setembro de 2001. Os documentos mostram que as autoridades municipais da época sabiam que as condições ao redor do Ground Zero eram insalubres para respirar, apesar das repetidas garantias dadas ao público.

O prefeito Zohran Mamdani anunciou a divulgação em coletiva de imprensa na terça-feira (8). "À medida que os anos passam e o custo humano cresce, nos deparamos com o preço do 11 de setembro sempre que outro nova-iorquino nos é tirado cedo demais", disse. "Agora, quase 25 anos depois, mais pessoas morreram em decorrência de doenças relacionadas ao 11 de setembro do que foram mortas no próprio dia."

Autoridades municipais confirmaram que os registros incluem dados de contaminação coletados por agências ambientais locais nos dias seguintes aos ataques, relatórios de qualidade do ar e comunicações entre funcionários que demonstram preocupação com a exposição a toxinas e com possível responsabilização legal da cidade.

Os documentos estavam entre 68 caixas armazenadas em escritório do governo municipal, descobertas no ano passado. A divulgação ocorre antes do 25º aniversário dos ataques, na sexta-feira. Mamdani já havia anunciado que a cidade reservaria US$ 34 milhões para criar um portal público para os registros.

Por anos, sobreviventes e socorristas pediram mais transparência. O grupo de defesa 9/11 Health Watch processou a cidade para obter os registros. Quase 3.000 pessoas morreram no 11 de setembro, mas milhares, incluindo socorristas que trabalharam meses no local, morreram desde então por cânceres e outras doenças relacionadas. Mamdani apareceu ao lado de famílias e de Jon Stewart, defensor de maior transparência para socorristas e sobreviventes.

A expectativa é que a divulgação ofereça ao público compreensão mais aprofundada de como a cidade reagiu após o colapso do World Trade Center, enquanto as autoridades corriam para reestabilizar o Baixo Manhattan. Para famílias que perderam entes queridos e para quem adoeceu, o acesso aos documentos pode ajudar a entender decisões que afetaram a saúde de milhares de pessoas.

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