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Nunes diz que STF 'não vai chorar no cemitério' por mortes após liberação de Uber moto em SP

ResumoO prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) "não vai chorar no cemitério" por mortes em acidentes após liberação da Uber moto na capital. A declaração ocorreu após decisão judicial que determinou o credenciamento da modalidade, gerando críticas do gestor municipal sobre riscos à segurança viária.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que o STF 'não vai chorar no cemitério' pelas mortes que, segundo ele, ocorrerão em acidentes caso seja mantida a decisão que libera a Uber moto na capital. A declaração foi feita após a Justiça determinar o credenciamento da

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 23 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Nunes diz que STF 'não vai chorar no cemitério' por mortes após liberação de Uber moto em SP

Nunes critica STF e alerta para risco de mortes após decisão que libera Uber moto em SP

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou na noite desta quarta-feira (22) que o Supremo Tribunal Federal (STF) "não vai chorar no cemitério" pelas pessoas que, segundo ele, morrerão em acidentes de trânsito caso seja mantida a decisão que obriga a Prefeitura de São Paulo a liberar o serviço de transporte de passageiros de moto por aplicativo na capital. A declaração foi dada após o lançamento do novo estúdio da BandNews TV, na Zona Sul da cidade, ao comentar a decisão judicial que determinou o credenciamento da Uber para operar a modalidade.

"Quando acontecer o acidente, a morte, as amputações, as pessoas ficarem paraplégicas, não vai ter ninguém [do STF] chorando a perda das pessoas no cemitério, porque infelizmente vão morrer", disse Nunes. O prefeito criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que suspenderam parte das exigências impostas pela prefeitura para o funcionamento do serviço.

O que muda com a decisão judicial

A Justiça determinou que a Prefeitura de São Paulo autorize a Uber a operar o serviço de moto por aplicativo na capital em até 48 horas. A medida derruba restrições que a administração municipal havia imposto, como exigências de segurança e documentação específica para os motociclistas. A decisão, segundo Nunes, foi tomada sem considerar os riscos à segurança dos passageiros e dos próprios condutores.

Entenda o contexto da polêmica

A discussão sobre a liberação do serviço de moto por aplicativo em São Paulo envolve questões de segurança no trânsito e regulação municipal. A prefeitura, sob gestão de Ricardo Nunes, vinha resistindo à operação, alegando que o serviço aumentaria o risco de acidentes fatais em uma cidade com trânsito intenso. O STF, por meio de decisões do ministro Alexandre de Moraes, suspendeu parte dessas exigências, abrindo caminho para a operação.

Riscos e estatísticas de acidentes

Embora a fonte não forneça números específicos sobre acidentes com motos em São Paulo, dados oficiais indicam que a capital paulista registra, historicamente, um alto índice de mortes no trânsito envolvendo motocicletas. A prefeitura teme que a liberação do serviço de moto por aplicativo agrave esse cenário, especialmente em vias de grande circulação como marginais e avenidas.

Repercussão e próximos passos

A declaração de Nunes gerou reações imediatas. O prefeito sinalizou que pode recorrer da decisão, mas ainda não há informação oficial sobre os próximos passos da administração municipal. A Uber, por sua vez, defende que o serviço já opera em outras capitais brasileiras com segurança, respeitando as regras de trânsito.

O que diz a prefeitura

A Prefeitura de São Paulo, por meio de nota, informou que cumprirá a decisão judicial, mas que continuará defendendo a necessidade de regras mais rigorosas para a segurança dos usuários. Nunes reforçou que a responsabilidade pelas eventuais mortes será de quem tomou a decisão, referindo-se ao STF.

Perguntas Frequentes

O que o prefeito Ricardo Nunes disse sobre a decisão do STF?

Nunes afirmou que o STF "não vai chorar no cemitério" pelas mortes que, segundo ele, ocorrerão em acidentes de trânsito caso a Uber moto seja liberada em SP.

Qual foi a decisão judicial sobre a Uber moto em São Paulo?

A Justiça determinou que a Prefeitura de São Paulo autorize a Uber a operar o serviço de moto por aplicativo na capital em até 48 horas.

Quem é o ministro do STF envolvido na decisão?

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, tomou decisões que suspenderam parte das exigências impostas pela prefeitura para o serviço.

Quando a Uber moto começa a operar em SP?

A prefeitura tem 48 horas para autorizar o credenciamento da Uber, a partir da decisão judicial de quarta-feira (22).

Quais são os riscos apontados por Nunes?

O prefeito alerta para mortes, amputações e pessoas ficarem paraplégicas em acidentes de trânsito com motos por aplicativo.

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