Enchentes no Himalaia: mortos sobem para 750; 3 mil desaparecidos
O número de mortos pelas enchentes no Himalaia subiu para 750 neste domingo (30), com 3.044 desaparecidos no Nepal e no Tibete, segundo autoridades locais. As equipes de resgate se deslocam para terrenos mais altos à medida que a chuva eleva o nível dos rios.
As operações de resgate foram suspensas diversas vezes desde sexta-feira devido ao mau tempo e à preocupação de que um lago formado na fronteira entre o Nepal e a China, por um deslizamento de lama resultante do colapso de uma geleira na quarta-feira, possa provocar novas inundações. O lago começou a transbordar para rios no Nepal, aumentando o risco.
O que mudou desde sexta-feira
O balanço de mortos e desaparecidos reflete o agravamento do desastre. A Cruz Vermelha estima que mais de 90.000 pessoas provavelmente foram afetadas, e a China atribuiu o evento aos efeitos das mudanças climáticas.
Um vídeo publicado pela imprensa americana mostra o começo da avalanche no Nepal, registrando o momento em que famílias ficam ilhadas em casas cercadas pela enchente. As autoridades seguem monitorando o lago na fronteira, enquanto equipes buscam acesso a áreas isoladas.
Contexto e próximos passos
O colapso da geleira na quarta-feira (26) desencadeou o deslizamento que formou o lago, agora sob vigilância constante. A suspensão dos resgates ocorre sempre que o nível da água sobe, priorizando a segurança das equipes. Ainda não há previsão para retomada plena das buscas.
Nós seguimos acompanhando os desdobramentos e os números oficiais, que devem ser atualizados nas próximas horas pelas autoridades do Nepal e do Tibete. Para quem quer entender o impacto regional, vale acompanhar os boletins da Cruz Vermelha sobre os mais de 90 mil afetados.