Morador de rua tem 20% do corpo queimado em Ribeirão Preto
Morador de rua tem 20% do corpo queimado após agressão em Ribeirão Preto (SP). Irmão diz que vítima 'não tinha briga com ninguém'. Caso é o segundo na semana.
'Não tinha briga com ninguém', diz irmão de morador de rua agredido e com 20% do corpo queimado em SP
Um morador em situação de rua foi agredido no último domingo (26) em Ribeirão Preto (SP) e ficou com 20% do corpo queimado. Cleyton Lima Nogueira foi internado em estado grave no Hospital das Clínicas. O irmão dele, Anderson Lima Nogueira, não encontra explicação para o ataque. "Ele não tinha briga com ninguém", afirmou.
Agressão em Ribeirão Preto deixa morador de rua com 20% do corpo queimado
Cleyton foi agredido durante as agressões na Zona Norte da cidade. Segundo o irmão, ele seguia sob atendimento médico até a última atualização desta notícia. Anderson descreveu o irmão como uma pessoa pacífica: "Ele era uma pessoa boa, não brigava com ninguém, andava sempre sozinho, com saquinho dele, catando a reciclagem dele. Não tinha briga com ninguém".
A fala do irmão reforça o contexto de vulnerabilidade em que a vítima vivia. Cleyton não tinha histórico de conflitos, segundo o relato. Ele andava sozinho e sobrevivia da coleta de recicláveis.
Segundo caso de agressão contra moradores de rua na mesma semana
Este é o segundo caso de agressões contra pessoas em situação de rua em Ribeirão Preto em uma mesma semana. Em outra ocorrência, uma vítima de 33 anos morreu após ser agredida e baleada na calçada. Os dois casos acendem alerta para a escalada de violência contra essa população.
A repetição de episódios em curto intervalo chama atenção. Não é uma ocorrência isolada. A cidade registra, em poucos dias, dois ataques graves contra moradores de rua. O segundo terminou em morte.
O que se sabe sobre as agressões
As informações disponíveis até o momento são limitadas. Não há detalhes sobre a motivação do ataque ou sobre os responsáveis. A polícia não teve nomes de suspeitos divulgados. O que se sabe é que Cleyton foi agredido e sofreu queimaduras em 20% do corpo.
O Hospital das Clínicas é a referência para o atendimento. O estado de saúde é grave. A família acompanha a internação, sem previsão de alta.
Irmão da vítima pede apuração
Anderson Lima Nogueira não entende o que levou um grupo de pessoas a agredir o irmão. Ele nega qualquer briga ou desavença anterior. "Ele não tinha briga com ninguém", repetiu. A fala é uma tentativa de afastar qualquer justificativa para a violência.
A ausência de motivação clara torna o caso ainda mais preocupante. Se não havia conflito, a agressão teria sido gratuita. A família cobra que as autoridades investiguem.
Contexto: violência contra população em situação de rua
Os dois casos em Ribeirão Preto não são fenômenos isolados no país. A população em situação de rua enfrenta riscos diários de violência. A falta de moradia expõe as pessoas a ataques, muitas vezes sem testemunhas ou sem prioridade na investigação.
O caso de Cleyton ilustra essa vulnerabilidade. Ele vivia sozinho, catando reciclagem. Não tinha proteção. Foi atacado em via pública, na Zona Norte.
A morte da vítima de 33 anos, na mesma semana, agrava o cenário. São dois episódios que exigem resposta do poder público. A segurança para essa população precisa ser tratada como prioridade.
Direitos humanos e a resposta das autoridades
Um representante da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil foi mencionado na apuração. A entidade acompanha casos de violência contra grupos vulneráveis. A comissão pode atuar para pressionar por investigação e por políticas de proteção.
A atuação da OAB, por meio da comissão de direitos humanos, é um canal para que os casos não caiam no esquecimento. A sociedade civil organizada tem papel de fiscalização.
A polícia ainda não divulgou detalhes sobre as investigações. Não há informação sobre prisões ou identificação de suspeitos. A apuração está em andamento.
O que esperar da investigação
A tendência é que a polícia ouça testemunhas e analise imagens de câmeras de segurança da região. A Zona Norte de Ribeirão Preto pode ter registros que ajudem a identificar os agressores. O irmão da vítima é uma testemunha-chave, ainda que não tenha presenciado o ataque.
A demora na divulgação de informações é comum em casos em andamento. A prioridade, neste momento, é o atendimento médico. A apuração criminal segue em paralelo.
Medidas de proteção à população de rua
O poder público municipal tem responsabilidade na proteção dessa população. Políticas de assistência social, abrigos e atendimento de saúde são medidas que reduzem a vulnerabilidade. A violência, no entanto, exige resposta policial.
A combinação de políticas sociais e investigação criminal é o caminho. Sem uma, a outra fica incompleta. O caso de Cleyton expõe a falha na proteção.
A comissão de direitos humanos da OAB pode cobrar ações concretas. A pressão social é um fator de mudança. A população de Ribeirão Preto acompanha o desdobramento.
A dor da família
Anderson Lima Nogueira vive a angústia de ver o irmão hospitalizado. A internação em estado grave não tem previsão de alta. A família se divide entre o hospital e a espera por respostas.
"Ele não tinha briga com ninguém", insiste o irmão. A frase é um lamento e um pedido de justiça. Ninguém, segundo ele, pode apontar um motivo para o ataque.
A história de Cleyton é a história de milhares de brasileiros em situação de rua. Pessoas invisíveis, que vivem à margem, e que se tornam alvos fáceis de violência. O caso ganha repercussão pela gravidade das queimaduras.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com o morador de rua em Ribeirão Preto?
Cleyton Lima Nogueira foi agredido no domingo (26) na Zona Norte de Ribeirão Preto e ficou com 20% do corpo queimado. Ele foi internado em estado grave no Hospital das Clínicas.
Qual é o estado de saúde da vítima?
Cleyton segue sob atendimento médico em estado grave. Não há previsão de alta divulgada.
Quem é o responsável pela agressão?
Não há informações sobre a identificação dos agressores. A polícia não divulgou suspeitos até o momento.
Este é o primeiro caso de agressão a moradores de rua na cidade?
Não. É o segundo caso na mesma semana. Em outra ocorrência, uma vítima de 33 anos morreu após ser agredida e baleada na calçada.
O que a família diz sobre a vítima?
O irmão, Anderson Lima Nogueira, afirma que Cleyton não tinha brigas com ninguém, andava sozinho e catava reciclagem para sobreviver.
Qual o papel da comissão de direitos humanos da OAB?
Um representante da comissão acompanha o caso. A entidade pode pressionar por investigação e por políticas de proteção à população em situação de rua.