# Morador de rua tem 20% do corpo queimado em Ribeirão Preto

> Um morador de rua em Ribeirão Preto (SP) sofreu queimaduras em 20% do corpo após agressão. O irmão da vítima afirmou que o homem não tinha conflitos com ninguém. O caso é o segundo registrado na mesma semana na cidade. As circunstâncias do ataque permanecem sob investigação policial.

*Portal Notícias MG · Cidade · 03 de agosto de 2026 · Marília Stefani*

Morador de rua tem 20% do corpo queimado após agressão em Ribeirão Preto (SP). Irmão diz que vítima 'não tinha briga com ninguém'. Caso é o segundo na semana.

## 'Não tinha briga com ninguém', diz irmão de morador de rua agredido e com 20% do corpo queimado em SP

Um morador em situação de rua foi agredido no último domingo (26) em Ribeirão Preto (SP) e ficou com 20% do corpo queimado. Cleyton Lima Nogueira foi internado em estado grave no Hospital das Clínicas. O irmão dele, Anderson Lima Nogueira, não encontra explicação para o ataque. "Ele não tinha briga com ninguém", afirmou.

## Agressão em Ribeirão Preto deixa morador de rua com 20% do corpo queimado

Cleyton foi agredido durante as agressões na Zona Norte da cidade. Segundo o irmão, ele seguia sob atendimento médico até a última atualização desta notícia. Anderson descreveu o irmão como uma pessoa pacífica: "Ele era uma pessoa boa, não brigava com ninguém, andava sempre sozinho, com saquinho dele, catando a reciclagem dele. Não tinha briga com ninguém".

A fala do irmão reforça o contexto de vulnerabilidade em que a vítima vivia. Cleyton não tinha histórico de conflitos, segundo o relato. Ele andava sozinho e sobrevivia da coleta de recicláveis.

## Segundo caso de agressão contra moradores de rua na mesma semana

Este é o segundo caso de agressões contra pessoas em situação de rua em Ribeirão Preto em uma mesma semana. Em outra ocorrência, uma vítima de 33 anos morreu após ser agredida e baleada na calçada. Os dois casos acendem alerta para a escalada de violência contra essa população.

A repetição de episódios em curto intervalo chama atenção. Não é uma ocorrência isolada. A cidade registra, em poucos dias, dois ataques graves contra moradores de rua. O segundo terminou em morte.

## O que se sabe sobre as agressões

As informações disponíveis até o momento são limitadas. Não há detalhes sobre a motivação do ataque ou sobre os responsáveis. A polícia não teve nomes de suspeitos divulgados. O que se sabe é que Cleyton foi agredido e sofreu queimaduras em 20% do corpo.

O Hospital das Clínicas é a referência para o atendimento. O estado de saúde é grave. A família acompanha a internação, sem previsão de alta.

## Irmão da vítima pede apuração

Anderson Lima Nogueira não entende o que levou um grupo de pessoas a agredir o irmão. Ele nega qualquer briga ou desavença anterior. "Ele não tinha briga com ninguém", repetiu. A fala é uma tentativa de afastar qualquer justificativa para a violência.

A ausência de motivação clara torna o caso ainda mais preocupante. Se não havia conflito, a agressão teria sido gratuita. A família cobra que as autoridades investiguem.

## Contexto: violência contra população em situação de rua

Os dois casos em Ribeirão Preto não são fenômenos isolados no país. A população em situação de rua enfrenta riscos diários de violência. A falta de moradia expõe as pessoas a ataques, muitas vezes sem testemunhas ou sem prioridade na investigação.

O caso de Cleyton ilustra essa vulnerabilidade. Ele vivia sozinho, catando reciclagem. Não tinha proteção. Foi atacado em via pública, na Zona Norte.

A morte da vítima de 33 anos, na mesma semana, agrava o cenário. São dois episódios que exigem resposta do poder público. A segurança para essa população precisa ser tratada como prioridade.

## Direitos humanos e a resposta das autoridades

Um representante da comissão de direitos humanos da Ordem dos Advogados do Brasil foi mencionado na apuração. A entidade acompanha casos de violência contra grupos vulneráveis. A comissão pode atuar para pressionar por investigação e por políticas de proteção.

A atuação da OAB, por meio da comissão de direitos humanos, é um canal para que os casos não caiam no esquecimento. A sociedade civil organizada tem papel de fiscalização.

A polícia ainda não divulgou detalhes sobre as investigações. Não há informação sobre prisões ou identificação de suspeitos. A apuração está em andamento.

## O que esperar da investigação

A tendência é que a polícia ouça testemunhas e analise imagens de câmeras de segurança da região. A Zona Norte de Ribeirão Preto pode ter registros que ajudem a identificar os agressores. O irmão da vítima é uma testemunha-chave, ainda que não tenha presenciado o ataque.

A demora na divulgação de informações é comum em casos em andamento. A prioridade, neste momento, é o atendimento médico. A apuração criminal segue em paralelo.

## Medidas de proteção à população de rua

O poder público municipal tem responsabilidade na proteção dessa população. Políticas de assistência social, abrigos e atendimento de saúde são medidas que reduzem a vulnerabilidade. A violência, no entanto, exige resposta policial.

A combinação de políticas sociais e investigação criminal é o caminho. Sem uma, a outra fica incompleta. O caso de Cleyton expõe a falha na proteção.

A comissão de direitos humanos da OAB pode cobrar ações concretas. A pressão social é um fator de mudança. A população de Ribeirão Preto acompanha o desdobramento.

## A dor da família

Anderson Lima Nogueira vive a angústia de ver o irmão hospitalizado. A internação em estado grave não tem previsão de alta. A família se divide entre o hospital e a espera por respostas.

"Ele não tinha briga com ninguém", insiste o irmão. A frase é um lamento e um pedido de justiça. Ninguém, segundo ele, pode apontar um motivo para o ataque.

A história de Cleyton é a história de milhares de brasileiros em situação de rua. Pessoas invisíveis, que vivem à margem, e que se tornam alvos fáceis de violência. O caso ganha repercussão pela gravidade das queimaduras.

## Perguntas Frequentes

### O que aconteceu com o morador de rua em Ribeirão Preto?

Cleyton Lima Nogueira foi agredido no domingo (26) na Zona Norte de Ribeirão Preto e ficou com 20% do corpo queimado. Ele foi internado em estado grave no Hospital das Clínicas.

### Qual é o estado de saúde da vítima?

Cleyton segue sob atendimento médico em estado grave. Não há previsão de alta divulgada.

### Quem é o responsável pela agressão?

Não há informações sobre a identificação dos agressores. A polícia não divulgou suspeitos até o momento.

### Este é o primeiro caso de agressão a moradores de rua na cidade?

Não. É o segundo caso na mesma semana. Em outra ocorrência, uma vítima de 33 anos morreu após ser agredida e baleada na calçada.

### O que a família diz sobre a vítima?

O irmão, Anderson Lima Nogueira, afirma que Cleyton não tinha brigas com ninguém, andava sozinho e catava reciclagem para sobreviver.

### Qual o papel da comissão de direitos humanos da OAB?

Um representante da comissão acompanha o caso. A entidade pode pressionar por investigação e por políticas de proteção à população em situação de rua.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/nao-tinha-briga-ninguem-diz-irmao-morador-rua-agredido-20-corpo-queimado-sp/
