# Mulher é presa suspeita de envolvimento na morte do namorado em Lagoa Santa

> Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeita de envolvimento na morte do namorado, de 27 anos, em um apartamento na Vila Maria José. A prisão ocorreu nesta sexta-feira, 11 de setembro, conforme informado pelas autoridades locais.

*Portal Notícias MG · Cidade · 14 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante nesta sexta-feira (11/9), suspeita de envolvimento na morte do namorado, de 27 anos, em um apartamento na Vila Maria José, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Uma mulher de 31 anos foi presa em flagrante nesta sexta-feira (11/9), suspeita de envolvimento na morte do namorado, de 27 anos, em um apartamento na Vila Maria José, em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Polícia Militar (PM), a vítima foi encontrada morta sobre a cama, com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. A ocorrência foi registrada por volta das 4h08.

O que se sabe até agora:

- A vítima, de 27 anos, foi achada sem vida sobre a cama, com perfurações de tiros.
- A namorada, de 31 anos, foi presa em flagrante por conduta relacionada à alteração e preservação de elementos no local do crime, segundo a PM.
- Moradores relataram a dois homens de roupas escuras e rostos cobertos que teriam arrombado a porta.
- A perícia recolheu cerca de 25 cápsulas calibre 9 milímetros no apartamento.
- Nenhum dos suspeitos apontados como autores dos disparos havia sido localizado até o encerramento do registro.

## O relato dos moradores e a versão da suspeita

Conforme o boletim de ocorrência, moradores disseram aos militares que dois homens usando roupas escuras e com os rostos cobertos teriam arrombado a porta do apartamento. Ao entrar, eles teriam gritado "perdeu, perdeu" e seguido em direção aos quartos. Um dos invasores teria apontado uma arma para a cabeça de uma testemunha antes de seguir para outro quarto, onde estavam a vítima e a namorada.

A mulher contou aos policiais que, ao perceber a movimentação, abriu a porta do cômodo. Um dos homens teria entrado atirando, enquanto o namorado permanecia deitado na cama. Ela afirmou ter tentado fechar a porta, mas não conseguiu, e ficou acuada em um canto do quarto. Os suspeitos, então, teriam efetuado diversos disparos contra o homem e fugido em seguida.

Após a fuga, a mulher disse aos militares que pegou a arma que pertencia à vítima e saiu do apartamento com o objetivo de entregá-la a uma terceira pessoa. Ela não informou quem seria esse destinatário e solicitou a presença de advogados. Um advogado acompanhou a ocorrência.

## Imagens, celulares e a bolsa preta

Durante as diligências, os militares tiveram acesso a imagens compartilhadas por um morador nas quais é possível ver um homem usando roupas escuras pulando o muro do condomínio e fugindo. O porteiro também foi ouvido. Ele disse que não havia percebido movimentação anormal antes do crime e relatou que a vítima havia chegado ao condomínio de motocicleta. Após os disparos, segundo o funcionário, a mulher foi vista em uma área comum do residencial usando o celular, aparentemente durante uma ligação.

Ainda conforme o registro policial, os militares constataram que a suspeita havia saído do apartamento para passear com o cachorro e estava com dois celulares que pertenciam à vítima. Ao retornar, ela afirmou que não havia desbloqueado os aparelhos, mas os policiais não conseguiram confirmar a informação.

Na tentativa de localizar a arma, os policiais analisaram outras imagens e identificaram a mulher deixando o condomínio com uma bolsa grande, de cor preta. Segundo a PM, ela teria entregado a bolsa a ocupantes de um veículo que aparentava ser um Fiat Mobi vermelho. Os militares consideraram, em tese, que a arma usada pela vítima poderia ter sido entregue naquele momento. Até o encerramento da ocorrência, porém, os ocupantes do veículo não haviam sido identificados e a arma não havia sido localizada.

## Perícia, prisão e o que falta esclarecer

A perícia recolheu aproximadamente 25 cápsulas de munição calibre 9 milímetros no apartamento. No bolso da vítima foram encontrados 17 cartuchos intactos do mesmo calibre e R$ 420 em dinheiro. O corpo foi liberado pela perícia.

Diante dos elementos reunidos durante a ocorrência, a mulher recebeu voz de prisão em flagrante por conduta relacionada à alteração e preservação de elementos no local do crime, segundo a PM. A investigação deverá esclarecer a participação dela e identificar os responsáveis pelos disparos.

Em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte, casos de violência letal costumam mobilizar não só a segurança pública, mas também a rotina de comércio e serviços de bairros como a Vila Maria José, onde a movimentação de moradores depende da sensação de tranquilidade. O desfecho da apuração tende a definir se o episódio foi um crime patrimonial, um acerto de contas ou outra motivação, o que só a investigação pode responder.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/mulher-presa-suspeita-envolvimento-morte-namorado-lagoa-santa/
