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Mulher forçada a beber água com fezes: companheiro preso

A mulher de 24 anos que aparece em um vídeo com a cabeça dentro de uma privada, sendo obrigada a beber água com restos de fezes, afirmou que traiu o companheiro, de 26, e que os dois continuam juntos. O homem foi preso nessa quinta-feira (27/8), em Coimbra, na Zona da Mata mineira, suspeito de tortura.

Em um novo vídeo, publicado pela vítima nas redes sociais, ela disse que as imagens foram gravadas há cerca de quatro meses e que o episódio ocorreu após ela trair o companheiro. "Esse vídeo que está rolando aí é de quatro meses atrás, porque eu traí ele. Eu sabia que eu estava errada. Falei que ele podia fazer o que quisesse comigo. Tinha provas no meu celular (da traição). A gente está junto. Vamos continuar juntos", declarou.

Segundo a mulher, o vídeo teria sido gravado como um momento particular do casal e acabou sendo compartilhado. Ela afirmou ainda que a situação já havia sido resolvida entre os dois. "Era pra ser entre a gente, mas o vídeo acabou rodando o vídeo. A gente já tinha resolvido. Hoje, estamos na igreja e está tudo resolvido", afirmou.

O homem foi identificado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) como o responsável por agredir a companheira e colocar a cabeça dela dentro de uma privada com restos de fezes. A corporação trata o caso como tortura. A advogada do suspeito entrou em contato com a polícia e informou que ele queria se entregar. Após a prisão, o homem permaneceu em silêncio e foi conduzido ao sistema prisional.

Conforme a PCMG, o crime ocorreu em Visconde do Rio Branco, também na Zona da Mata, a cerca de 25 quilômetros de Coimbra. Nas imagens que circulam nas redes sociais, o homem aparece agredindo a mulher e obrigando-a a ingerir a água suja da privada. A polícia informou que a suposta traição teria motivado as agressões. Um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

A violência doméstica, mesmo em situações de conflito conjugal, é crime e deve ser denunciada. Em Minas Gerais, a vítima pode procurar a delegacia da mulher ou ligar para o 180, a Central de Atendimento à Mulher. A denúncia pode ser anônima e o sigilo é garantido.

Cláudia Resende
Repórter de Saúde e Educação
De Juiz de Fora, cobre saúde pública e educação em MG com foco no que afeta a família mineira.
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