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Mulher atacada a facadas por pedir copo d'água morre no AP após uma semana

ResumoA mulher de 27 anos, vítima de ataque a facadas pelo companheiro em Santana (AP), morreu uma semana após o crime. O agressor se irritou ao ser interrompido durante um jogo de videogame para pedir um copo d'água. O caso reforça a gravidade da violência doméstica no estado.

Uma mulher de 27 anos morreu uma semana após ser atacada a facadas pelo companheiro, que se irritou ao ser interrompido durante um jogo de videogame para pedir um copo d'água. O caso ocorreu em Santana, no Amapá.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Mulher atacada a facadas por pedir copo d'água morre no AP após uma semana

Uma mulher de 27 anos morreu no dia 22 de maio de 2026, uma semana após ser atacada a facadas pelo companheiro em Santana, no Amapá. O crime ocorreu depois que ela pediu um copo d'água enquanto o homem jogava videogame. A vítima foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a Polícia Civil do Amapá, o suspeito foi preso em flagrante no dia do crime e encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN). A delegacia especializada de atendimento à mulher acompanha o caso.

O caso expõe a face mais brutal da violência doméstica: o feminicídio por razões fúteis. A Secretaria de Segurança Pública do Amapá registrou 12 feminicídios no estado em 2025, número que preocupa as autoridades.

Como pedir ajuda

A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, funciona 24 horas. A ligação é gratuita e o serviço encaminha a denúncia para a rede de proteção local. Também é possível buscar a Delegacia da Mulher mais próxima.

A rede de apoio em Santana inclui o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece acolhimento psicológico e orientação jurídica. Em Macapá, a Casa da Mulher Brasileira reúne serviços integrados de segurança, justiça e assistência social.

O que diz a lei

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor e proibição de aproximação. O descumprimento pode levar à prisão preventiva.

O feminicídio é qualificado como crime hediondo pela Lei 13.104/2015, com pena de 12 a 30 anos de reclusão. A motivação fútil, no caso, um copo d'água, pode agravar a pena.

Dados nacionais

O Brasil registrou 1.463 feminicídios em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um aumento de 4,2% em relação a 2024. A maioria das vítimas morre dentro de casa, pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros.

A violência doméstica cresce em contextos de isolamento e uso de álcool ou drogas. Especialistas apontam que a prevenção passa por campanhas educativas e fortalecimento da rede de proteção.

Perguntas Frequentes

O que fazer ao presenciar violência doméstica?

Ligue imediatamente para o 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Não espere a agressão escalar.

Quais os sinais de alerta?

Ciúme excessivo, controle do celular, isolamento de amigos e família, ameaças verbais e agressões físicas leves são indicadores de risco.

Como funciona a medida protetiva?

A vítima ou um parente pode solicitar a medida em qualquer delegacia. O juiz tem 48 horas para decidir. A medida pode incluir afastamento do agressor e proibição de contato.

O agressor pode ser preso antes do julgamento?

Sim, se houver flagrante ou descumprimento de medida protetiva. A prisão preventiva é decretada pela Justiça.

Onde buscar acolhimento psicológico?

O CRAM de Santana e a Casa da Mulher Brasileira em Macapá oferecem atendimento gratuito. O SUS também disponibiliza psicólogos nas unidades básicas de saúde.

Como denunciar anonimamente?

Pelo Disque 100, que atende violações de direitos humanos, ou pelo 180. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.

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