Mulher atacada a facadas por pedir copo d'água morre no AP após uma semana
Uma mulher de 27 anos morreu uma semana após ser atacada a facadas pelo companheiro, que se irritou ao ser interrompido durante um jogo de videogame para pedir um copo d'água. O caso ocorreu em Santana, no Amapá.
Uma mulher de 27 anos morreu no dia 22 de maio de 2026, uma semana após ser atacada a facadas pelo companheiro em Santana, no Amapá. O crime ocorreu depois que ela pediu um copo d'água enquanto o homem jogava videogame. A vítima foi levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo a Polícia Civil do Amapá, o suspeito foi preso em flagrante no dia do crime e encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN). A delegacia especializada de atendimento à mulher acompanha o caso.
O caso expõe a face mais brutal da violência doméstica: o feminicídio por razões fúteis. A Secretaria de Segurança Pública do Amapá registrou 12 feminicídios no estado em 2025, número que preocupa as autoridades.
Como pedir ajuda
A Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, funciona 24 horas. A ligação é gratuita e o serviço encaminha a denúncia para a rede de proteção local. Também é possível buscar a Delegacia da Mulher mais próxima.
A rede de apoio em Santana inclui o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM), que oferece acolhimento psicológico e orientação jurídica. Em Macapá, a Casa da Mulher Brasileira reúne serviços integrados de segurança, justiça e assistência social.
O que diz a lei
A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) prevê medidas protetivas de urgência, como afastamento do agressor e proibição de aproximação. O descumprimento pode levar à prisão preventiva.
O feminicídio é qualificado como crime hediondo pela Lei 13.104/2015, com pena de 12 a 30 anos de reclusão. A motivação fútil, no caso, um copo d'água, pode agravar a pena.
Dados nacionais
O Brasil registrou 1.463 feminicídios em 2025, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. O número representa um aumento de 4,2% em relação a 2024. A maioria das vítimas morre dentro de casa, pelas mãos de parceiros ou ex-parceiros.
A violência doméstica cresce em contextos de isolamento e uso de álcool ou drogas. Especialistas apontam que a prevenção passa por campanhas educativas e fortalecimento da rede de proteção.
Perguntas Frequentes
O que fazer ao presenciar violência doméstica?
Ligue imediatamente para o 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Não espere a agressão escalar.
Quais os sinais de alerta?
Ciúme excessivo, controle do celular, isolamento de amigos e família, ameaças verbais e agressões físicas leves são indicadores de risco.
Como funciona a medida protetiva?
A vítima ou um parente pode solicitar a medida em qualquer delegacia. O juiz tem 48 horas para decidir. A medida pode incluir afastamento do agressor e proibição de contato.
O agressor pode ser preso antes do julgamento?
Sim, se houver flagrante ou descumprimento de medida protetiva. A prisão preventiva é decretada pela Justiça.
Onde buscar acolhimento psicológico?
O CRAM de Santana e a Casa da Mulher Brasileira em Macapá oferecem atendimento gratuito. O SUS também disponibiliza psicólogos nas unidades básicas de saúde.
Como denunciar anonimamente?
Pelo Disque 100, que atende violações de direitos humanos, ou pelo 180. A identidade do denunciante é mantida em sigilo.
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