Mudanças climáticas tornam Himalaia vulnerável, diz premiê do Nepal
O premiê do Nepal, Balendra Shah, classificou as inundações no norte do país e na China como um dos maiores desastres da região, ligando o evento à vulnerabilidade do Himalaia às mudanças climáticas.
O primeiro-ministro do Nepal, Balendra Shah, afirmou que as inundações da semana passada no norte do país e na vizinha China foram "um dos maiores desastres desta região", ligando o evento à vulnerabilidade do Himalaia às mudanças climáticas. No comunicado desta segunda-feira (31), Shah citou diretamente a cheia do rio Bhotekoshi, em Rasuwa, que classificou como algo além de uma inundação comum.
"Foi um dos maiores desastres desta região, desencadeado por uma avalanche glacial que envolveu gelo e rochas na área do Himalaia", disse Shah. Para ele, as inundações fatais mostram que "os riscos que enfrentamos na região do Himalaia estão aumentando juntamente com as mudanças climáticas". O Nepal planeja levar a questão à comunidade internacional.
Quem vive no interior de Minas conhece o drama das águas fora de hora. Mas aqui a escala é outra: o Himalaia abriga milhares de geleiras que derretem e se tornam instáveis conforme a região aquece rapidamente. O que era rocha firme vira lama, gelo e destruição em horas.
O Nepal, apesar de contribuir com menos de 0,1% das emissões globais de gases de efeito estufa, surge como líder emergente na pauta climática, com metas ambientais ambiciosas. É o retrato de quem sofre o impacto sem ter causado o problema.
A comunidade internacional é a próxima parada. O premiê prometeu levar o tema às discussões globais, na esperança de que o Himalaia não seja só cenário de tragédia, mas motivo para ação concreta. mudanças climáticas e impacto em geleiras