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MPRS denuncia executiva de futebol do Grêmio por injúria racial | Entenda o caso

ResumoO Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial. A acusação decorre de ofensas proferidas durante partida da Copa do Brasil, gerando protestos e mobilização de entidades antirracistas. A denúncia foi apresentada à Justiça gaúcha, que avaliará o caso.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial. O caso, que ocorreu durante partida da Copa do Brasil, gerou protestos e mobilizou entidades antirracistas. A denúncia foi apresentada à Justiça gaúcha, que agora decid

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
MPRS denuncia executiva de futebol do Grêmio por injúria racial | Entenda o caso

MPRS denuncia executiva de futebol do Grêmio por injúria racial

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou a executiva de futebol do Grêmio por injúria racial. A acusação foi formalizada após ofensas proferidas contra um jogador do time adversário durante partida da Copa do Brasil, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul. O caso, que gerou comoção nacional, agora tramita na Justiça gaúcha.

A denúncia foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Caxias do Sul, especializada em crimes de racismo e discriminação. Segundo o MPRS, a executiva teria chamado o atleta de "macaco" durante o intervalo da partida, em 2025. A vítima, que atuava pelo time visitante, registrou boletim de ocorrência na mesma noite.

Como a denúncia chegou ao MPRS

A investigação começou após a vítima procurar a delegacia especializada de Caxias do Sul. A polícia ouviu testemunhas, analisou imagens de câmeras de segurança e coletou depoimentos de funcionários do estádio. Em três meses, o inquérito foi concluído e encaminhado ao Ministério Público.

O MPRS, então, analisou as provas e decidiu pela denúncia. "As provas são robustas e indicam a prática de injúria racial", afirmou o promotor responsável em nota oficial. A denúncia foi protocolada no dia 10 de junho de 2026.

A posição do Grêmio

O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense emitiu nota oficial após a denúncia. O clube afirmou que "repudia veementemente qualquer ato de racismo" e que a executiva foi afastada do cargo desde o início das investigações. A nota também informou que o clube colabora integralmente com a Justiça.

A executiva, por sua vez, tem direito a defesa. Seu advogado informou que "a acusação é infundada" e que "as provas serão contestadas em juízo". O caso corre em sigilo, mas a expectativa é de que a Justiça decida sobre o recebimento da denúncia em até 60 dias.

Injúria racial e racismo: a diferença na lei

A denúncia do MPRS é por injúria racial, crime previsto no artigo 140, parágrafo 3º, do Código Penal. A pena para injúria racial é de reclusão de 1 a 3 anos e multa. Já o crime de racismo, previsto na Lei 7.716/1989, tem penas mais severas e é inafiançável.

A diferença é que a injúria racial atinge a honra de uma pessoa específica, enquanto o racismo atinge uma coletividade. No caso do Grêmio, a denúncia aponta ofensa direta a um jogador, o que caracteriza injúria racial.

O impacto no futebol gaúcho

O caso repercutiu entre torcedores e dirigentes. A Federação Gaúcha de Futebol (FGF) divulgou nota de apoio à vítima e reforçou o compromisso com o combate ao racismo. O Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul também se manifestou, pedindo punição exemplar.

Para as famílias que levam seus filhos aos estádios, o caso reforça a importância de denunciar. "Racismo não é brincadeira. Tem que denunciar mesmo", disse o presidente de uma torcida organizada gremista em entrevista. A luta antirracista no futebol ganhou força nos últimos anos, com campanhas e ações educativas combate ao racismo no esporte.

Próximos passos na Justiça

A Justiça gaúcha decidirá se aceita a denúncia. Se aceitar, a executiva se tornará ré e responderá a processo criminal. Serão ouvidas testemunhas, analisadas provas e, ao final, o juiz dará a sentença. Se condenada, a executiva pode cumprir pena em regime semiaberto ou aberto, além de pagar multa.

O MPRS também pediu indenização por danos morais à vítima. O valor será definido pela Justiça. O Grêmio, como empregador, pode ser responsabilizado civilmente, caso fique comprovado que não tomou medidas para evitar o ocorrido.

Como denunciar casos de racismo

Qualquer pessoa pode denunciar casos de racismo ou injúria racial. O canal mais rápido é o Disque 100, que funciona 24 horas. Também é possível registrar ocorrência em qualquer delegacia, inclusive pela internet, no site da Polícia Civil do seu estado.

Em Caxias do Sul, a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher e ao Idoso também recebe denúncias de racismo. A orientação é guardar provas: áudios, vídeos, mensagens ou testemunhas. Quanto mais provas, mais forte o caso.

Perguntas Frequentes

O que é injúria racial?

Injúria racial é o crime de ofender a honra de alguém usando elementos de raça, cor, etnia, religião ou origem. A pena é de 1 a 3 anos de reclusão.

Qual a diferença entre injúria racial e racismo?

Injúria racial ofende uma pessoa específica. Racismo atinge um grupo ou coletividade, com condutas como impedir acesso a locais ou recusar emprego.

O Grêmio pode ser punido?

Sim, o clube pode ser responsabilizado civilmente, se ficar provado que não agiu para evitar o crime. A pena pode ser multa e indenização à vítima.

Como denunciar casos de racismo?

Ligue para o Disque 100 ou vá a qualquer delegacia. Guarde provas como vídeos, áudios e testemunhas.

A executiva do Grêmio ainda trabalha no clube?

Não. O Grêmio informou que ela foi afastada do cargo desde o início das investigações.

Quando será o julgamento?

Ainda não há data. A Justiça primeiro decide se aceita a denúncia. Depois, marca audiências e julgamento.

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