Motociclista baleado por policial penal no viaduto Helio Fádel recebe alta
O motociclista de 31 anos baleado durante briga de trânsito no viaduto Helio Fádel recebeu alta neste domingo (7), após quatro dias internado. Policial penal suspeito segue preso.
O motociclista de 31 anos baleado durante uma briga de trânsito no viaduto Helio Fádel recebeu alta do Hospital de Pronto-Socorro (HPS) neste domingo (7), após quatro dias internado. A confirmação veio da Secretaria de Saúde do município na manhã desta terça-feira (8). A investigação do caso segue em andamento.
O caso começou com uma discussão entre dois motociclistas em via pública. Eles voltaram a se encontrar em outro trecho do Centro, perto do acesso ao viaduto, quando um deles teria sacado uma arma e atirado contra o outro. O policial penal, de 33 anos, suspeito de efetuar os disparos, deixou o local, mas foi localizado em casa e detido no mesmo dia.
O servidor permanece preso desde a última quinta-feira (3), data do crime. A Polícia Militar registrou o caso como tentativa de homicídio e o encaminhou à Delegacia Especializada de Homicídios. A delegada responsável já realizou oitivas e requisitou exames periciais.
Pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o policial penal estava fora do horário de trabalho no momento da ocorrência. Em paralelo à investigação criminal, a Corregedoria da pasta apura as circunstâncias e motivações do caso em âmbito administrativo, "respeitando o devido processo legal e os princípios da ampla defesa e do contraditório".
Questionada sobre a origem da arma, se da Polícia Penal ou de propriedade particular do servidor, a Sejusp não esclareceu. A pasta informou apenas que "as apurações no âmbito administrativo encontram-se em andamento" e que outros detalhes não são divulgados "por razões de segurança".
Para quem acompanha a segurança no trânsito da capital, o caso reforça a atenção em vias de grande movimento, como o viaduto Helio Fádel. A tendência é que novas informações surjam com a conclusão dos laudos periciais e das oitivas. Até lá, o desfecho depende do trabalho da delegacia e da corregedoria.