Mortes no retrovisor: prudência total nas estradas mineiras
Um alerta para o feriado de 7 de Setembro: a cada 56 minutos, um sinistro ocorreu nas rodovias mineiras no 1º semestre de 2026, com 746 mortes e 7.820 feridos. A prudência total é a chave.
O feriado de 7 de Setembro emendado ao fim de semana acende um alerta para quem vai pegar a estrada em Minas Gerais. Os dados do primeiro semestre de 2026, consolidados pelo Estado de Minas com base na Polícia Rodoviária Federal (PRF) e na Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), mostram um cenário que cobra atenção redobrada: a cada 56 minutos, uma batida, saída de pista ou atropelamento ocorreu nas rodovias mineiras, deixando uma pessoa ferida a cada 1 hora e 46 minutos e levando uma vida a cada 5 horas e 49 minutos.
A prudência total é o que as autoridades pedem, e os números explicam por quê. De janeiro a junho, foram 14 mil sinistros, 746 mortes e 7.820 feridos nas estradas do estado. Desses, 4.261 (30,4%) ocorreram em rodovias federais e 9.739 (69,6%) em estaduais. As mortes se dividem: 363 (48,7%) nas BRs e 385 (51,3%) nas MGs, MGCs, AMGs e LMGs. No total, são 37.675,4 quilômetros de rodovias, sendo 9.991,6 km federais e 27.683,8 km estaduais.
Comparado a 2025, o número de sinistros ficou praticamente estável, com alta de 0,3% ante os 13.953 registros. As mortes caíram 7,1% (eram 803) e os feridos recuaram 4,2% (eram 8.167). Mas a estabilidade não traz alívio: segundo a PRF e a Sejusp, a falta de atenção e a não manutenção de distância segura para o veículo seguinte seguem como principais causas. Já os acidentes mais mortais estão ligados à alta velocidade e aos atropelamentos de pedestres.
Entre as rodovias federais, a BR-381 lidera o ranking de violência, com 1.347 sinistros, 87 mortes e 1.633 feridos. Em seguida vem a BR-040, com 850 acidentes, 73 óbitos e 1.019 feridos. Na sequência, aparecem BR-116, BR-262 e BR-050. Nas estaduais, a MG-050 é a campeã de acidentes, com 847 registros, alta de 10,3% ante 2025, mas com 24,1% menos mortes (22). A MG-010, que liga BH ao aeroporto de Confins, teve 553 sinistros, com seis mortes e 182 feridos. Já a MGC-135 se destaca como a mais letal: 293 ocorrências e 34 mortes, alta de 6,2% ante o ano anterior.
A concentração em Belo Horizonte é natural, já que as estradas convergem para a capital. BH lidera com 718 sinistros, quatro mortes e 196 feridos, alta de 17,3% nos acidentes. A MGC-356, antiga BR-356, é a via com mais ocorrências na cidade: 235, com uma morte e 47 feridos. Betim aparece em segundo lugar, com 417 acidentes e 15 mortes, sendo a BR-381 a mais violenta, com nove óbitos em 323 sinistros. Os cenários fatais na BR-381 em Betim incluem tombamentos (44,4% das mortes) e atropelamentos noturnos (33,3%), muitos ligados à falta de reação do condutor e pedestres fora da faixa.
No interior, Uberlândia, com 762 mil habitantes, registrou 384 sinistros, sendo o terceiro maior do estado. Os números reforçam um recado simples: no feriado, cada detalhe conta. Mantenha a distância segura, respeite os limites de velocidade e redobre a atenção nos trechos urbanos e nas travessias de pedestres. Que a prudência seja a companheira de viagem de todos nós. dicas de segurança para dirigir em feriados como evitar acidentes em rodovias