# Morte de bebê de 10 meses no Ceará: laudo nega abuso e aponta asfixia

> Laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) sobre morte de bebê de 10 meses descarta violência sexual e aponta asfixia mecânica indireta como causa. Exames toxicológicos e de sêmen foram negativos. Polícia Civil concluiu homicídio culposo no caso.

*Portal Notícias MG · Cidade · 18 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

Laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) descarta violência sexual e aponta asfixia mecânica indireta como causa da morte de bebê de 10 meses. Exames negam presença de drogas, álcool e sêmen. Investigação da Polícia Civil concluiu homicídio culposo.

## Morte de bebê de 10 meses no Ceará: laudo nega abuso e aponta asfixia

A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará informou, nesta sexta-feira (17), que os laudos dos exames realizados no corpo da bebê de 10 meses, morta na última segunda-feira (13), apontaram que não houve violência sexual. A causa da morte foi asfixia mecânica indireta, segundo a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce).

## Laudo descarta violência sexual e aponta asfixia mecânica

Segundo a nota oficial, a Pefoce concluiu os laudos dos exames cadavéricos e laboratoriais na bebê. O resultado principal: a morte ocorreu por asfixia mecânica indireta. Os exames laboratoriais de alcoolemia e de drogas no sangue também não constataram a presença dessas substâncias nas amostras coletadas na criança.

Além disso, não foi identificada a presença de sêmen e os exames não indicaram presença de material genético dos dois investigados envolvidos na ocorrência no corpo dela. O exame sexológico apontou que não houve violência sexual.

## Como a investigação chegou ao homicídio culposo

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) informou que as prisões em flagrante dos dois homens, de 22 e 26 anos, foram baseadas na apresentação do Protocolo de Encaminhamento de Corpos das Unidades de Saúde para a Coordenadoria de Medicina Legal da Pefoce.

No documento, produzido pelo hospital para onde a bebê foi levada, constava a informação de que a criança havia sido assistida por quatro médicos de emergência pediátrica, além de dois cardiologistas. O documento apontava que, após o óbito, foi evidenciada laceração anal e, ao final, a indicação de suspeita de óbito por asfixia e abuso sexual.

No entanto, após a conclusão dos laudos dos exames e com o andamento das diligências policiais, a investigação concluiu como homicídio culposo e descartou a ocorrência de violência sexual contra a criança.

## O que significa asfixia mecânica indireta?

A asfixia mecânica indireta é um tipo de sufocação em que o ar não chega aos pulmões por obstrução das vias aéreas, mas sem compressão direta do pescoço. Pode ocorrer por obstrução nasal ou oral, ou por compressão do tórax. No caso da bebê, o laudo da Pefoce apontou essa causa, sem especificar o mecanismo exato.

## Direitos da família e acesso à informação

A família da bebê tem direito a acompanhar o andamento da investigação. A Polícia Civil do Ceará disponibiliza canais de atendimento para esclarecimentos. Em casos como este, a orientação é buscar apoio de serviços de saúde mental e assistência social, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mais próximo.

## Perguntas Frequentes

### O laudo descartou completamente a violência sexual?

Sim. O exame sexológico e os exames laboratoriais não encontraram evidências de violência sexual, nem presença de sêmen ou material genético dos investigados.

### O que motivou as prisões dos dois homens?

As prisões em flagrante foram baseadas no Protocolo de Encaminhamento de Corpos, que indicava suspeita de abuso sexual. Após os laudos, a investigação mudou a tipificação para homicídio culposo.

### A bebê tinha alguma substância no sangue?

Não. Os exames de alcoolemia e de drogas no sangue não constataram presença dessas substâncias.

### O que é homicídio culposo?

É quando a morte ocorre sem intenção, por imprudência, negligência ou imperícia. A investigação da Polícia Civil concluiu que não houve dolo (intenção de matar).

### Onde a família pode buscar apoio?

A orientação é procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou serviços de saúde mental da rede pública para suporte psicológico e social.

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