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Missão de Sobrevoo de Plutão Desperta Após 6 Bilhões de Milhas

ResumoA sonda New Horizons da NASA despertou de hibernação após percorrer 6 bilhões de quilômetros em 9 anos e meio. A missão, lançada em 2006, iniciou a aproximação final de Plutão para revolucionar o conhecimento sobre o planeta anão e o Cinturão de Kuiper.

Após 9 anos e meio de viagem e 6 bilhões de quilômetros percorridos, a sonda New Horizons da NASA despertou de seu período de hibernação para iniciar a aproximação final de Plutão. A missão, lançada em 2006, promete revolucionar o conhecimento sobre o planeta anão e o Cinturão de

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Missão de Sobrevoo de Plutão Desperta Após 6 Bilhões de Milhas

A sonda New Horizons, da NASA, despertou de seu período de hibernação em 6 de dezembro de 2014, após percorrer 6 bilhões de quilômetros desde a Terra. O despertar, programado para reativar os instrumentos científicos, marca o início da aproximação final de Plutão, que culminará no sobrevoo histórico em julho de 2015.

A Jornada de 6 Bilhões de Quilômetros

Lançada em janeiro de 2006, a New Horizons deixou a Terra com a missão de explorar Plutão e o Cinturão de Kuiper. Durante 9 anos e meio, a sonda percorreu uma distância média de 6 bilhões de quilômetros, o equivalente a 40 vezes a distância entre a Terra e o Sol. Para efeito de comparação, a luz do Sol leva cerca de 5,5 horas para chegar até a sonda nessa distância.

O trajeto incluiu uma assistência gravitacional de Júpiter em 2007, que acelerou a sonda em 14 mil km/h, encurtando a viagem em três anos. Durante a passagem, a New Horizons já testou seus instrumentos e capturou imagens inéditas do planeta gigante e de suas luas.

O Despertar e a Reativação dos Instrumentos

Após 1.873 dias em hibernação para economizar energia e desgaste, a sonda recebeu o comando de despertar em 6 de dezembro de 2014. O processo de reativação levou cerca de 90 minutos, com a sonda enviando um sinal de confirmação à Terra, que demorou 4 horas e 25 minutos para chegar.

A partir desse momento, a New Horizons iniciou a calibração de seus sete instrumentos científicos, incluindo câmeras de alta resolução, espectrômetros e detectores de poeira. A equipe da missão, liderada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, começou a planejar as observações detalhadas de Plutão e de suas cinco luas: Caronte, Estige, Nix, Cérbero e Hidra.

O Sinal que Atravessou o Sistema Solar

Quando a New Horizons despertou, enviou um sinal de rádio de baixa potência para a antena da Deep Space Network (DSN) da NASA, na Califórnia. O sinal, viajando à velocidade da luz, levou 4 horas e 25 minutos para percorrer os 4,7 bilhões de quilômetros que separavam a sonda da Terra naquele momento.

O atraso na comunicação impõe desafios únicos: cada comando enviado à sonda leva horas para chegar, e a resposta, outras tantas. Por isso, a maior parte das operações durante o sobrevoo será automatizada, com a sonda executando uma sequência pré-programada de observações.

O Sobrevo de Plutão: O que Esperar

O ponto de máxima aproximação está previsto para 14 de julho de 2015, quando a New Horizons passará a apenas 12.500 km da superfície de Plutão. A essa distância, as câmeras serão capazes de capturar detalhes de até 70 metros por pixel, revelando características geológicas nunca antes vistas.

Entre os objetivos científicos estão: mapear a geologia e a morfologia da superfície de Plutão e Caronte; determinar a composição da atmosfera e da superfície; estudar a interação entre Plutão e o vento solar; e buscar possíveis anéis ou novas luas.

A sonda carrega ainda uma cápsula com cinzas de Clyde Tombaugh, o astrônomo que descobriu Plutão em 1930, uma homenagem que conecta a descoberta à exploração.

Contexto Histórico: Por que Plutão Ainda Importa?

Plutão foi reclassificado como planeta anão pela União Astronômica Internacional (IAU) em 2006, meses após o lançamento da New Horizons. A decisão gerou controvérsia, mas não alterou o valor científico da missão: Plutão é o maior objeto conhecido do Cinturão de Kuiper, uma região remanescente da formação do sistema solar.

Estudar Plutão e suas luas ajuda a entender como os planetas se formaram e evoluíram. Além disso, a missão abrirá caminho para futuras explorações de outros objetos do Cinturão de Kuiper, como o 2014 MU69, que a New Horizons visitará em 2019.

Perguntas Frequentes

Quanto tempo a New Horizons levou para chegar a Plutão?

A sonda foi lançada em 19 de janeiro de 2006 e o sobrevoo ocorreu em 14 de julho de 2015, totalizando 9 anos, 5 meses e 25 dias de viagem.

Qual a distância exata percorrida pela New Horizons?

A sonda percorreu aproximadamente 6 bilhões de quilômetros desde a Terra até Plutão, uma distância que varia com as órbitas dos planetas. No momento do despertar, em dezembro de 2014, a distância era de 4,7 bilhões de km.

A New Horizons ainda está funcionando?

Sim. Após o sobrevoo de Plutão, a sonda continuou sua missão estendida para explorar o objeto 2014 MU69, no Cinturão de Kuiper, e segue enviando dados para a Terra.

Quantos instrumentos científicos a New Horizons carrega?

A sonda possui sete instrumentos: três câmeras (LORRI, MVIC, Ralph), dois espectrômetros (Alice, REX), um detector de poeira (SDC) e um detector de partículas carregadas (PEPSSI).

Por que Plutão foi rebaixado para planeta anão?

A IAU definiu em 2006 que um planeta deve orbitar o Sol, ter massa suficiente para assumir forma esférica e ter limpado sua órbita de outros objetos. Plutão falha no terceiro critério, pois sua órbita compartilha espaço com outros corpos do Cinturão de Kuiper.

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