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Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha na Dataprev

ResumoO ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a investigar Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, por suposto tráfico de influência na Dataprev. A investigação apura possíveis irregularidades envolvendo contratos e atuação do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na estatal de tecnologia. A decisão de Mendonça permite diligências da PF para esclarecer os fatos.

O ministro André Mendonça, do STF, autorizou a PF a investigar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposto tráfico de influência na Dataprev. Entenda o caso.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 03 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Mendonça autoriza PF a investigar Lulinha na Dataprev

Ministro André Mendonça, do STF, autoriza PF a investigar suposto tráfico de influência de Lulinha na Dataprev

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, autorizou uma nova investigação contra o filho mais velho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposto tráfico de influência. A Polícia Federal apura se ele atuou para favorecer empresários junto à Dataprev, empresa pública responsável pelas bases de dados da Previdência Social e outros programas sociais. A investigação abrange os crimes de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

O que a PF investiga sobre Lulinha na Dataprev?

A Polícia Federal quer esclarecer se Lulinha usou sua influência para beneficiar empresários em contratos ou relações com a Dataprev. A empresa pública é estratégica, pois gerencia dados da Previdência Social e de programas sociais. A suspeita é de que o filho do presidente tenha intercedido junto à estatal em favor de terceiros, o que configuraria tráfico de influência.

Quem são os envolvidos na investigação?

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, um dos empresários investigados pela relação com Lulinha é Cleber Ribas de Oliveira, sócio de uma empresa chamada 3Structure It. A polícia chegou até Cleber Ribas por causa da relação dele com Antônio Camilo Antunes, o "Careca do INSS", suspeito de comandar um esquema de desvios no INSS.

Em fase anterior da Operação Sem Desconto, que apura esses desvios, a PF afirmou que os vínculos entre Cleber Ribas, Erik Marinho e Antônio Camilo precisam ser mais profundamente esclarecidos, para confirmar ou afastar a eventual participação de Cleber nos atos de lavagem de capitais perpetrados por Antônio e Erik. Constam, ainda, em diálogos interceptados entre Antônio e Roberta Luchsinger, referências a um indivíduo identificado como "Cleber na DATA", apresentado como alguém que assumiria projetos conduzidos por Antônio. A polícia também fala em "registros de transferência de valores entre empresas de Cleber e Roberta". Diante desse contexto, a real participação de Cleber permanece como importante lacuna investigativa.

Erik Marinho, citado nas investigações, é segundo suplente de senador, e Roberta Luchsinger é empresária, amiga pessoal de Lulinha.

O segundo inquérito autorizado por Mendonça contra Lulinha

Este é o segundo inquérito autorizado pelo ministro André Mendonça para apurar suspeitas contra o filho do presidente Lula. Na última quinta-feira (30), Mendonça determinou que a PF investigue se Lulinha atuou para tentar abrir portas do Ministério da Saúde ou mesmo do Gabinete da Presidência em favor do "Careca do INSS". Nesse caso, a Polícia Federal quer apurar possíveis crimes de corrupção e tráfico de influência. Segundo a PF, as suspeitas não têm relação com as fraudes do INSS.

O que dizem as defesas dos investigados?

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva afirmou que ele e o empresário Cleber Ribas são amigos. Disse ainda que está à disposição das autoridades e que Fábio Luís não cometeu qualquer tipo de irregularidade. A defesa afirmou, por fim, que vai pedir rigorosa apuração sobre o que chamou de "vazamentos seletivos e criminosos".

A defesa de Cleber Ribas afirmou que nem ele nem a empresa dele possuem qualquer contrato com a Dataprev ou relação comercial com Fábio Luís Lula da Silva, embora os dois sejam amigos. A defesa de Erik Marinho disse que ele não tem relação com Cleber Ribas e que espera há sete meses acesso à investigação. A defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes disse que não teve acesso ao inquérito e desconhece a acusação.

O que diz a Dataprev?

A Dataprev informou que não possui contrato com a empresa 3Structure-IT e que prestará as informações necessárias às autoridades.

Contexto e próximos passos

A autorização de André Mendonça para esta nova investigação amplia o escopo das apurações que já envolviam o filho do presidente. A PF segue com as diligências para esclarecer os vínculos entre os investigados e a eventual participação de cada um nos fatos. A defesa de Lulinha nega irregularidades e promete pedir apuração de vazamentos. O caso deve avançar com a coleta de depoimentos e análise de documentos.

Perguntas Frequentes

O que é tráfico de influência?

Tráfico de influência é o crime de usar a posição ou relação com autoridade para obter vantagem indevida em favor próprio ou de terceiros. No caso, a PF investiga se Lulinha usou sua condição de filho do presidente para favorecer empresários junto à Dataprev.

Quem é o "Careca do INSS"?

Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", é suspeito de comandar um esquema de desvios no INSS. A relação dele com Cleber Ribas levou a PF a investigar Lulinha.

O que é a Operação Sem Desconto?

É uma operação da Polícia Federal que apura desvios no INSS. Em fase anterior, a PF já havia citado os vínculos entre Cleber Ribas, Erik Marinho e Antônio Camilo.

Lulinha é investigado por quais crimes?

A PF investiga Lulinha por suposto tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, no âmbito da nova investigação autorizada por Mendonça.

A Dataprev tem contrato com a 3Structure It?

A Dataprev informou que não possui contrato com a empresa 3Structure-IT. A defesa de Cleber Ribas também negou qualquer contrato com a estatal.

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