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MG: médico acusado de tocar em paciente deixa prisão sob fiança

ResumoO médico de 65 anos acusado de importunação sexual contra uma paciente de 18 anos em Patrocínio, no Alto Paranaíba, deixou a penitenciária após pagamento de fiança de R$ 4.052. A Justiça aplicou medidas cautelares, incluindo afastamento do contato com a vítima e comparecimento periódico em juízo. O caso segue em investigação.

Médico de 65 anos preso em Patrocínio, no Alto Paranaíba, suspeito de importunação sexual contra paciente de 18 anos, deixou a penitenciária após pagar fiança de R$ 4.052. Justiça aplicou medidas cautelares.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 26 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
MG: médico acusado de tocar em paciente deixa prisão sob fiança

O médico de 65 anos preso na noite do último sábado (22/8), em Patrocínio, no Alto Paranaíba, suspeito de importunação sexual contra uma paciente de 18 anos, deixou a Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares após a Justiça conceder liberdade provisória mediante pagamento de fiança arbitrada em R$ 4.052. Ele deu entrada na unidade prisional no domingo (23/8) e saiu no mesmo dia, depois de passar por audiência de custódia.

Na decisão, o juiz Luiz Antônio Messias, da comarca de Nova Ponte, destacou que o Ministério Público "manifestou-se pela concessão da liberdade com fiança e aplicação de medidas cautelares". A lei determina, conforme o artigo 310, inciso III, do Código Penal, que o juiz deve conceder liberdade provisória quando não há motivos para prisão preventiva. O artigo 312 diz que a manutenção da prisão só ocorre com "prova da existência do crime e indício suficiente de autoria", o que não é o caso da denúncia.

Além da fiança, o juiz impôs medidas cautelares: comprovação de endereço fixo e proibição de contato com a vítima, familiares e testemunhas. Em caso de descumprimento, pode decretar a prisão preventiva. O magistrado também decidiu não suspender as atividades laborais do médico, por entender que o caso deve ser analisado sob o contraditório.

Segundo a Polícia Militar, a jovem procurou a UPA 24 Horas Terezinha Moreira Marra, no Centro, com queixas de náuseas, dor de cabeça e diarreia. Durante a consulta, o médico teria adotado conduta de cunho sexual sem consentimento. Ela relatou que, após a ausculta cardíaca e pulmonar, ele pediu que ficasse de pé e tocou suas costas, nádegas e coxas, contatos que considerou inadequados. A porta do consultório permaneceu aberta, causando constrangimento.

Após o atendimento, a paciente contou ao pai, que acionou a PM. O médico confirmou o plantão, mas negou ter tocado nas regiões dos glúteos ou coxas, afirmando que atende com a porta aberta há 44 anos. Ele foi preso em flagrante e conduzido ao 46º Batalhão da PM.

A Prefeitura de Patrocínio informou que acompanha o caso, está em contato com a jovem e a família, e que o profissional permanece afastado até a conclusão das investigações. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.

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