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Meteorologistas dizem que não é possível associar ventanias ao El Niño

ResumoMeteorologistas do Inmet e Cemaden afirmam que não é possível associar as ventanias que atingiram Rio e São Paulo ao El Niño. Os ventos fortes foram provocados por zona de baixa pressão e frente de rajada, fenômeno que pode ocorrer em qualquer época do ano, sem relação direta com o fenômeno climático.

Meteorologistas do Inmet e Cemaden afirmam que não é possível, ainda, associar os ventos fortes que atingiram Rio e São Paulo ao El Niño. O evento foi provocado por zona de baixa pressão e frente de rajada, fenômeno que pode ocorrer em qualquer época do ano.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 30 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Meteorologistas dizem que não é possível associar ventanias ao El Niño

Meteorologistas dizem que não é possível associar ventanias ao El Niño

Fortes ventos provocaram estragos e mortes nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo na tarde de quarta-feira (30). Uma estação meteorológica da capital fluminense registrou ventos de 105 km/h. Meteorologistas do Inmet e Cemaden afirmam que não é possível, ainda, associar o evento ao El Niño.

O que causou os ventos fortes?

Segundo Suellen Araujo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o evento foi provocado pela formação de uma zona de baixa pressão atmosférica na região, associada ao deslocamento do ar nas camadas superiores da atmosfera, chamado de "escoamento". Ela explicou que a conjunção desses fatores auxiliou na formação da instabilidade, com rajadas em torno de 100 km/h em ambos os estados.

O coordenador geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi, destaca que as rajadas se formaram a partir de uma linha de estabilidade. "É uma linha de tempestades alinhadas, uma ao lado da outra, que se formaram sobre uma frente fria que estava na Região Sul do Brasil", esclareceu.

Por que não é possível ligar ao El Niño?

Tanto a meteorologista do Inmet quanto o coordenador do Cemaden avaliam que não é possível, ainda, associar o evento ao El Niño, fenômeno de aquecimento das águas do Oceano Pacífico que provoca alterações no clima global. Seluchi afirma que é difícil estabelecer uma relação direta, embora a frequência de frentes estacionárias na Região Sul já tenha relação com o El Niño.

O meteorologista Thiago Sousa, doutorando da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), entende que é preciso ter estudos mais profundos para encontrar uma possível vinculação entre a ventania e o El Niño. "Não tem como afirmar e nem contrariar essa correlação", disse.

Efeitos na economia regional

Para trabalhadores e empreendedores de Minas Gerais, os ventos fortes em estados vizinhos acendem alerta sobre a necessidade de monitoramento climático. A ocorrência de fenômenos como frentes de rajada pode afetar a logística de transporte e a produção agrícola, especialmente no Sul de Minas e Triângulo, regiões que dependem de escoamento por rodovias que cortam RJ e SP. A tendência, segundo os meteorologistas, é de que eventos como este continuem ocorrendo, mas sem relação direta comprovada com o El Niño.

efeitos do clima na logística mineira

Perguntas Frequentes

Os ventos fortes em RJ e SP foram causados pelo El Niño?

Não, segundo meteorologistas do Inmet e Cemaden, não é possível associar o evento ao El Niño sem estudos mais aprofundados.

O que causou as rajadas de vento?

Foi a formação de uma zona de baixa pressão e uma frente de rajada, a partir de uma linha de tempestades sobre uma frente fria no Sul do Brasil.

O El Niño pode intensificar ventanias no futuro?

Ainda não há comprovação científica, mas a frequência de frentes estacionárias no Sul tem relação com o El Niño, o que pode gerar efeitos indiretos.

Como se proteger de ventos fortes?

Evite áreas abertas, busque abrigo em construções sólidas e fique atento a alertas de defesa civil e institutos de meteorologia.

O que diz a NOAA sobre o El Niño em 2026?

Segundo a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional dos Estados Unidos (Noaa), há grande probabilidade de que o El Niño seja o mais forte dos últimos 76 anos nesta temporada.

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