# Mendonça deixa sociedade de instituto após contratos de R$ 10,8 mi

> André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal, deixou a sociedade do Instituto Iter, instituição privada que ajudou a fundar, um dia após a divulgação de contratos de R$ 10,8 milhões com órgãos públicos. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (3). A saída ocorre em meio a questionamentos sobre a atuação do instituto.

*Portal Notícias MG · Cidade · 03 de setembro de 2026 · Sérgio Tadeu Mafra*

O ministro André Mendonça, do STF, deixará a sociedade do Instituto Iter, instituição privada que ajudou a fundar, um dia após virem a público contratos de R$ 10,8 milhões com órgãos públicos. Decisão foi anunciada nesta quinta-feira (3).

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), anunciou nesta quinta-feira (3) que deixará a sociedade do Instituto Iter, instituição privada de ensino que ajudou a fundar. A decisão ocorre um dia depois de vir a público que o magistrado recebeu Daniel, em meio a questionamentos sobre contratos do instituto com órgãos públicos.

A saída foi comunicada após a revelação de R$ 10,8 milhões em contratos públicos firmados pelo Iter. O valor, que circulou em reportagens, gerou dúvidas sobre a relação entre a atividade privada do ministro e sua função pública. Mendonça não detalhou, no anúncio, os motivos formais da decisão, mas a medida responde diretamente ao contexto de pressão.

O Instituto Iter é uma instituição privada de ensino, criada com a participação do ministro. Ainda não há informações oficiais sobre como será feita a transição societária nem sobre o impacto nos contratos já assinados. Especialistas em direito público costumam apontar que ministros de tribunais superiores devem evitar vínculos que possam gerar conflito de interesses, mas o caso segue em análise.

Para quem acompanha a economia regional, o episódio reforça a importância de transparência em contratos com o poder público. Em Minas Gerais, onde institutos de ensino e pesquisa movimentam milhões em parcerias com prefeituras e órgãos estaduais, a fiscalização desses acordos é tema recorrente. O desdobramento pode influenciar como essas instituições passam a ser avaliadas por gestores e pela população.

Nos próximos meses, a tendência é que o caso Iter permaneça sob atenção, tanto no meio jurídico quanto no debate sobre ética na administração pública. A saída de Mendonça, embora não encerre as investigações sobre os contratos, sinaliza uma tentativa de reduzir o desgaste. Resta aguardar os próximos passos do STF e do próprio instituto.

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