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Médico é condenado após erro em cirurgia de paciente em Minas Gerais

ResumoO Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) condenou um médico a indenizar paciente em R$ 5 mil por danos morais. Erro em cirurgia estética nas pálpebras, realizada em Pirapora, causou sequelas como cicatriz e ressecamento ocular. Decisão judicial reconheceu falha no procedimento cirúrgico.

Um médico foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) a indenizar uma paciente em R$ 5 mil por danos morais após erro em cirurgia estética nas pálpebras em Pirapora. A decisão reconheceu falha no procedimento, que deixou sequelas como cicatriz e ressecamento da

Vânia Drummond
Vânia Drummond Repórter de Cultura Mineira · 30 de julho de 2026 · 2 min de leitura
Médico é condenado após erro em cirurgia de paciente em Minas Gerais

Médico é condenado após erro em cirurgia de paciente em Minas Gerais

Um médico foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais a uma paciente que sofreu complicações após uma cirurgia nas pálpebras, conhecida como blefaroplastia. A decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) reconhece a ocorrência de erro médico na realização do procedimento, que deixou sequelas nos olhos da mulher. O caso, ocorrido em Pirapora, no Norte de Minas Gerais, nos lembra que a tradição de acolhimento e cuidado de Minas também se reflete na responsabilidade de seus profissionais.

O procedimento e a promessa não cumprida

De acordo com o processo, a paciente se submeteu ao procedimento para retirada do excesso de pele das pálpebras superiores. Segundo os autos, o médico teria apresentado a cirurgia como um procedimento de baixa complexidade e prometido um "rejuvenescimento de aproximadamente 15 anos".

As sequelas e o impacto na vida da paciente

Após a intervenção, a mulher passou a apresentar cicatriz na pálpebra esquerda, ressecamento da córnea e dificuldade para fechar o olho. Testemunhas ouvidas durante o processo relataram que ela também desenvolveu assimetria na pálpebra, lacrimejamento constante e sofreu impactos na autoestima.

A defesa do médico e a decisão judicial

Na defesa, o médico alegou que a cirurgia possuía caráter reparador e sustentou que a fibrose decorrente do procedimento era de pequena extensão e poderia ser corrigida com aplicação de toxina botulínica. Também afirmou que a paciente abandonou o tratamento.

Ao analisar o caso, o juiz Fausto Bauden destacou que, por se tratar de um procedimento com finalidade estética, cabia ao profissional comprovar que não houve negligência, imperícia ou imprudência. Para o magistrado, o médico não conseguiu demonstrar qualquer causa que afastasse sua responsabilidade, além de não entregar o resultado prometido à paciente.

Perguntas Frequentes

O que é blefaroplastia?

É uma cirurgia estética nas pálpebras para remover excesso de pele e gordura, com objetivo de rejuvenescimento.

Qual foi o valor da indenização?

O médico foi condenado a pagar R$ 5 mil por danos morais.

Onde ocorreu o caso?

Em Pirapora, no Norte de Minas Gerais.

Quem foi o juiz responsável?

O juiz Fausto Bauden analisou o caso e proferiu a decisão.

O médico pode recorrer da decisão?

Sim, cabe recurso da sentença do TJMG.

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