Médicas prestam depoimento no inquérito sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís
Médicas do Hospital da Criança, em São Luís, prestam depoimento nesta quarta-feira no inquérito policial que investiga a morte de pacientes. A apuração busca esclarecer se houve negligência ou irregularidades nos atendimentos.
Médicas que atuam no Hospital da Criança, em São Luís, começaram a prestar depoimento nesta quarta-feira no inquérito policial que investiga as mortes suspeitas de pacientes. A Polícia Civil do Maranhão conduz a oitiva para esclarecer se houve negligência, falha em protocolos ou ação criminosa. O caso, que corre em sigilo, mobiliza a Secretaria de Saúde e o Conselho Regional de Medicina.
Médicas prestam depoimento no inquérito sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís. A Polícia Civil do Maranhão ouve profissionais de saúde que estavam de plantão nos dias das ocorrências para colher detalhes sobre os procedimentos adotados. A investigação busca cruzar prontuários, laudos de necropsia e relatos para determinar a causa das mortes.
Como começou a investigação
O inquérito foi aberto após a morte de três crianças internadas no Hospital da Criança em um intervalo de menos de 48 horas, no fim de abril. A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) comunicou o fato à polícia, que instaurou procedimento para apurar responsabilidades. Segundo a SES, as mortes ocorreram em meio a um surto de infecção respiratória na unidade.
A Polícia Civil do Maranhão informou que as oitivas estão sendo realizadas de forma individualizada, com cada profissional ouvido separadamente. O delegado responsável pelo caso, em nota, disse que o sigilo é necessário para não atrapalhar a coleta de provas.
O que dizem as médicas ouvidas
Até o momento, duas médicas prestaram depoimento. Uma delas, que pediu anonimato, afirmou que a unidade estava superlotada e com falta de insumos básicos, como soro e medicamentos para intubação. A outra relatou que a equipe seguia os protocolos do Ministério da Saúde, mas que o número de pacientes graves superava a capacidade de atendimento.
A Secretaria de Saúde, por sua vez, nega desabastecimento e afirma que todos os insumos foram fornecidos dentro do prazo. "Não há registro de falta de medicamentos ou materiais que comprometessem o atendimento", disse o secretário em coletiva.
O papel do Conselho Regional de Medicina
O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) acompanha o inquérito e já instaurou sindicância própria para apurar a conduta dos profissionais envolvidos. Em nota, o CRM-MA afirmou que "qualquer desvio ético será punido na forma da lei". A entidade também ofereceu suporte psicológico às médicas que prestam depoimento.
Próximos passos da apuração
A polícia aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para confrontar com os depoimentos. A previsão é que os resultados saiam em até 30 dias. Enquanto isso, novas oitivas estão marcadas para a próxima semana, incluindo de técnicos de enfermagem e da direção do hospital.
A Secretaria de Saúde informou que já adotou medidas administrativas, como a troca da chefia da UTI pediátrica e a abertura de processo para aquisição emergencial de equipamentos.
Perguntas Frequentes
Quantas médicas já prestaram depoimento?
Até agora, duas médicas foram ouvidas. Outras três devem depor nos próximos dias.
O inquérito corre em segredo de justiça?
Sim, o procedimento está sob sigilo, mas a polícia divulga atualizações periódicas.
O que motivou a abertura do inquérito?
A morte de três crianças em menos de 48 horas, com suspeita de irregularidades no atendimento.
O Hospital da Criança está fechado?
Não. A unidade segue em funcionamento, mas a UTI pediátrica passou por intervenção da Secretaria de Saúde.
Quem investiga o caso?
A Polícia Civil do Maranhão, com apoio do CRM-MA e do Ministério Público Estadual.