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Médicas prestam depoimento no inquérito sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís

ResumoMédicas do Hospital da Criança, em São Luís, prestaram depoimento no inquérito policial que investiga mortes de pacientes. A apuração busca esclarecer se houve negligência ou irregularidades nos atendimentos realizados na unidade de saúde.

Médicas do Hospital da Criança, em São Luís, prestam depoimento nesta quarta-feira no inquérito policial que investiga a morte de pacientes. A apuração busca esclarecer se houve negligência ou irregularidades nos atendimentos.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 17 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Médicas prestam depoimento no inquérito sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís

Médicas que atuam no Hospital da Criança, em São Luís, começaram a prestar depoimento nesta quarta-feira no inquérito policial que investiga as mortes suspeitas de pacientes. A Polícia Civil do Maranhão conduz a oitiva para esclarecer se houve negligência, falha em protocolos ou ação criminosa. O caso, que corre em sigilo, mobiliza a Secretaria de Saúde e o Conselho Regional de Medicina.

Médicas prestam depoimento no inquérito sobre mortes no Hospital da Criança, em São Luís. A Polícia Civil do Maranhão ouve profissionais de saúde que estavam de plantão nos dias das ocorrências para colher detalhes sobre os procedimentos adotados. A investigação busca cruzar prontuários, laudos de necropsia e relatos para determinar a causa das mortes.

Como começou a investigação

O inquérito foi aberto após a morte de três crianças internadas no Hospital da Criança em um intervalo de menos de 48 horas, no fim de abril. A Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão (SES) comunicou o fato à polícia, que instaurou procedimento para apurar responsabilidades. Segundo a SES, as mortes ocorreram em meio a um surto de infecção respiratória na unidade.

A Polícia Civil do Maranhão informou que as oitivas estão sendo realizadas de forma individualizada, com cada profissional ouvido separadamente. O delegado responsável pelo caso, em nota, disse que o sigilo é necessário para não atrapalhar a coleta de provas.

O que dizem as médicas ouvidas

Até o momento, duas médicas prestaram depoimento. Uma delas, que pediu anonimato, afirmou que a unidade estava superlotada e com falta de insumos básicos, como soro e medicamentos para intubação. A outra relatou que a equipe seguia os protocolos do Ministério da Saúde, mas que o número de pacientes graves superava a capacidade de atendimento.

A Secretaria de Saúde, por sua vez, nega desabastecimento e afirma que todos os insumos foram fornecidos dentro do prazo. "Não há registro de falta de medicamentos ou materiais que comprometessem o atendimento", disse o secretário em coletiva.

O papel do Conselho Regional de Medicina

O Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) acompanha o inquérito e já instaurou sindicância própria para apurar a conduta dos profissionais envolvidos. Em nota, o CRM-MA afirmou que "qualquer desvio ético será punido na forma da lei". A entidade também ofereceu suporte psicológico às médicas que prestam depoimento.

Próximos passos da apuração

A polícia aguarda os laudos periciais do Instituto Médico Legal (IML) para confrontar com os depoimentos. A previsão é que os resultados saiam em até 30 dias. Enquanto isso, novas oitivas estão marcadas para a próxima semana, incluindo de técnicos de enfermagem e da direção do hospital.

A Secretaria de Saúde informou que já adotou medidas administrativas, como a troca da chefia da UTI pediátrica e a abertura de processo para aquisição emergencial de equipamentos.

Perguntas Frequentes

Quantas médicas já prestaram depoimento?

Até agora, duas médicas foram ouvidas. Outras três devem depor nos próximos dias.

O inquérito corre em segredo de justiça?

Sim, o procedimento está sob sigilo, mas a polícia divulga atualizações periódicas.

O que motivou a abertura do inquérito?

A morte de três crianças em menos de 48 horas, com suspeita de irregularidades no atendimento.

O Hospital da Criança está fechado?

Não. A unidade segue em funcionamento, mas a UTI pediátrica passou por intervenção da Secretaria de Saúde.

Quem investiga o caso?

A Polícia Civil do Maranhão, com apoio do CRM-MA e do Ministério Público Estadual.

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