# Mata Atlântica do Rio de Janeiro ganha Centro de Referência em Restauração Ecológica

> O Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE) foi inaugurado em Silva Jardim, na Baixada Litorânea do Rio de Janeiro. Gerido pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), o espaço restaurará 130 hectares de Mata Atlântica na Fazenda Perdida, promovendo a recuperação ecológica da região.

*Portal Notícias MG · Cidade · 21 de julho de 2026 · Cláudia Resende*

A Mata Atlântica do Rio de Janeiro ganhou o Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE), inaugurado na sexta-feira (17) em Silva Jardim, na Baixada Litorânea. O espaço, gerido pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), vai restaurar 130 hectares de área na Fazenda Perdid

A Mata Atlântica do Rio de Janeiro acaba de ganhar o Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE), um espaço que promete acelerar a recuperação do bioma na região. Inaugurado na sexta-feira (17) em Silva Jardim, na Baixada Litorânea, o centro foi criado pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) e já nasce com a missão de restaurar 130 hectares de área nativa.

O Centro de Referência em Restauração Ecológica (CERRE) foi inaugurado na sexta-feira (17) em Silva Jardim, na Baixada Litorânea, pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD). Localizado na Fazenda Perdida, uma RPPN chamada Parque do Mico II, o espaço vai restaurar 130 hectares de Mata Atlântica com apoio dos projetos Floresta Viva, GEF Áreas Privadas e investidores nacionais e internacionais.

## O que é o CERRE e onde ele fica?

O CERRE está instalado na Fazenda Perdida, uma propriedade que já é protegida como Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), sob o nome de RPPN Parque do Mico II. A escolha do local não é casual: a área, em Silva Jardim, fica na Baixada Litorânea fluminense, região que concentra remanescentes importantes de Mata Atlântica.

A inauguração, na sexta-feira (17), contou com a presença de representantes de órgãos ambientais municipais, estaduais e federais, além de pesquisadores, proprietários rurais e entidades parceiras. A Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD) é a responsável pela gestão do espaço.

## Como a restauração ecológica vai funcionar?

O processo de restauração será conduzido nos 130 hectares da RPPN Parque do Mico II. O trabalho conta com o apoio de dois projetos estruturadores: o Floresta Viva e o GEF Áreas Privadas. Além deles, investidores nacionais e internacionais também participam do financiamento.

A área será tratada como um laboratório a céu aberto. Isso significa que as técnicas de restauração aplicadas ali poderão ser monitoradas e estudadas pela comunidade acadêmica. Proprietários rurais da região também poderão acompanhar de perto o processo, o que abre caminho para a replicação dos métodos em outras propriedades.

## Quem pode se beneficiar do centro?

O CERRE foi desenhado para atender públicos distintos. De um lado, pesquisadores e estudantes de universidades terão acesso a um campo experimental para testar e validar técnicas de restauração ecológica. De outro, proprietários rurais poderão observar na prática como recuperar áreas degradadas dentro de suas próprias terras.

Para uma família que vive na Baixada Litorânea e depende dos recursos da Mata Atlântica, o centro representa a possibilidade de ver, nos próximos anos, a volta de nascentes, o aumento da fauna e a melhora na qualidade do ar e da água. A restauração de 130 hectares não é um número distante: cada hectare recuperado significa mais solo protegido contra erosão, mais abrigo para espécies e mais segurança hídrica para a região.

## Por que Silva Jardim foi escolhida?

Silva Jardim está na Baixada Litorânea, uma das regiões do estado do Rio de Janeiro que ainda preserva fragmentos significativos de Mata Atlântica. A cidade já abriga a sede da Associação Mico-Leão-Dourado, que há décadas trabalha pela conservação do mico-leão-dourado e de seu habitat.

A Fazenda Perdida, onde o CERRE foi instalado, já era uma RPPN, o que significa que a área tinha proteção legal antes mesmo da chegada do centro. A escolha de uma RPPN como sede reforça a estratégia de aliar conservação já existente com restauração ativa.

## Qual o papel dos investidores e projetos parceiros?

O CERRE não funciona sozinho. O projeto Floresta Viva, uma iniciativa que articula restauração ecológica em larga escala, é um dos pilares de apoio. O GEF Áreas Privadas, que atua na conservação em terras particulares, também contribui com expertise e recursos.

Os investidores nacionais e internacionais entram como financiadores. Embora a fonte não detalhe os valores envolvidos nem os nomes específicos dos investidores, a presença deles sinaliza que o projeto tem escala e compromisso de longo prazo.

## O que a comunidade acadêmica pode esperar?

O centro funcionará como berço de novas pesquisas científicas. A comunidade acadêmica terá acesso ao local para desenvolver estudos sobre restauração ecológica, monitoramento de biodiversidade e recuperação de solos. Como o espaço é um laboratório a céu aberto, os resultados das pesquisas poderão ser aplicados em outras áreas de Mata Atlântica pelo país.

Para um estudante de biologia ou engenharia florestal, o CERRE oferece a chance de trabalhar com dados reais, em uma área que será monitorada ao longo dos anos. Isso gera não só conhecimento, mas também publicações científicas que podem orientar políticas públicas de recuperação ambiental.

## Como a população pode acompanhar os resultados?

A restauração dos 130 hectares será um processo contínuo, e o CERRE foi pensado para ser transparente. Proprietários rurais e a comunidade local poderão visitar o espaço e ver de perto o andamento dos trabalhos. A Associação Mico-Leão-Dourado, que já tem capilaridade na região, deve divulgar os avanços por meio de seus canais oficiais.

Para quem mora em Silva Jardim ou na Baixada Litorânea, acompanhar a recuperação da Mata Atlântica é uma forma de entender como a restauração ecológica pode trazer benefícios diretos, como a volta de nascentes e o aumento da biodiversidade.

## Perguntas Frequentes

### O que significa CERRE?

CERRE é a sigla para Centro de Referência em Restauração Ecológica, o novo espaço inaugurado em Silva Jardim, na Baixada Litorânea.

### Quem administra o CERRE?

A administração é feita pela Associação Mico-Leão-Dourado (AMLD), que já atua na conservação da Mata Atlântica na região.

### Quantos hectares serão restaurados?

Serão restaurados 130 hectares de área, localizados na RPPN Parque do Mico II, na Fazenda Perdida.

### O centro está aberto para visitas?

A fonte não detalha regras de visitação, mas a AMLD deve disponibilizar informações sobre como acompanhar o processo de restauração.

### Quais projetos apoiam o CERRE?

O centro conta com o apoio dos projetos Floresta Viva e GEF Áreas Privadas, além de investidores nacionais e internacionais.

### Onde fica Silva Jardim?

Silva Jardim está na Baixada Litorânea do estado do Rio de Janeiro, região que ainda preserva fragmentos importantes de Mata Atlântica.

---

Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/mata-atlantica-rio-janeiro-ganha-centro-referencia-restauracao-ecologica/
