Mais de 500 pessoas podem ter morrido após naufrágios de barcos na costa de Mianmar, diz ONU
Mais de 500 pessoas podem ter morrido após naufrágios de barcos na costa de Mianmar, segundo relatório da ONU. A estimativa, que abrange incidentes entre 2023 e 2024, expõe a rota de fuga de minorias étnicas e o drama de famílias que buscam segurança no mar.
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado em 2025, estima que mais de 500 pessoas podem ter morrido após naufrágios de barcos na costa de Mianmar. Os incidentes ocorreram entre 2023 e 2024, envolvendo embarcações precárias que transportavam principalmente membros da minoria rohingya e de outros grupos étnicos em fuga de conflitos e perseguições.
Segundo o relatório da ONU, mais de 500 pessoas podem ter morrido após naufrágios de barcos na costa de Mianmar entre 2023 e 2024. Os barcos, muitas vezes superlotados e sem condições de navegação, partiam de áreas como o estado de Rakhine, no oeste do país, em direção a países vizinhos, como Bangladesh, Malásia e Indonésia. O número de mortos é uma estimativa, já que muitos corpos nunca são recuperados.
Rotas de fuga e o drama das famílias
Por trás do número de mais de 500 mortos, há histórias de famílias inteiras que arriscam a vida no mar. A rota mais comum parte da costa de Mianmar, atravessa o Golfo de Bengala e segue para o sul da Ásia. As embarcações são barcos de pesca adaptados, com capacidade para 50 a 100 pessoas, mas que chegam a transportar o dobro. A falta de água potável, comida e a exposição ao sol e às ondas tornam a travessia letal.
De acordo com a ONU, a maioria dos mortos é de crianças e mulheres. O relatório destaca que, em 2024, ao menos 200 pessoas morreram em um único naufrágio perto da costa de Mianmar. A estimativa de mais de 500 mortos é considerada conservadora, já que muitos barcos desaparecem sem deixar vestígios.
O papel das redes de contrabando
As rotas de fuga são operadas por redes de contrabando de pessoas. Os traficantes cobram entre 1.000 e 2.000 dólares por passageiro, valor que muitas famílias vendem tudo o que têm para pagar. O relatório da ONU alerta que, com a repressão em Mianmar, o número de tentativas de fuga por mar aumentou 40% entre 2023 e 2024.
Impacto humanitário e resposta internacional
A estimativa de mais de 500 mortos após naufrágios na costa de Mianmar acende um alerta para a comunidade internacional. A ONU pede que países como Bangladesh e Malásia não rejeitem os barcos à deriva e que ofereçam abrigo e assistência médica. O relatório também cobra de Mianmar o fim da perseguição a minorias, que força a fuga.
Dados do Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados) indicam que, em 2024, mais de 4.500 rohingyas tentaram a travessia por mar, o maior número desde 2015. Desses, cerca de 500 morreram ou estão desaparecidos. A estimativa de mais de 500 mortos no relatório da ONU reforça a gravidade da crise.
O que as famílias podem fazer?
Para famílias que ainda estão em Mianmar, a orientação de organizações humanitárias é buscar abrigo em campos da ONU dentro do país, se possível. O contato com o Acnur pode ser feito por meio de linhas telefônicas em Bangladesh e na Malásia. O relatório da ONU sugere que governos da região criem rotas seguras de migração, para que a travessia não seja uma sentença de morte.
Perguntas Frequentes
Quantas pessoas morreram nos naufrágios na costa de Mianmar?
Segundo relatório da ONU de 2025, mais de 500 pessoas podem ter morrido em naufrágios de barcos na costa de Mianmar entre 2023 e 2024.
Quem são as vítimas dos naufrágios?
A maioria das vítimas é da minoria rohingya, além de outros grupos étnicos de Mianmar. Crianças e mulheres representam a maior parte dos mortos.
Por que as pessoas fogem de Mianmar?
Elas fogem de conflitos armados, perseguição étnica e religiosa, e da falta de direitos básicos. O governo de Mianmar é acusado de limpeza étnica contra os rohingyas.
Qual a rota mais perigosa?
A rota pelo Golfo de Bengala, da costa de Mianmar até Bangladesh e Malásia, é a mais letal. As embarcações são precárias e superlotadas.
O que a ONU está fazendo?
A ONU divulgou o relatório para pressionar governos a criarem rotas seguras e a não rejeitarem barcos à deriva. O Acnur oferece assistência em campos de refugiados.
Como ajudar as vítimas?
Doações para organizações como Acnur, Médicos Sem Fronteiras e Unicef podem ser feitas online. Essas entidades atuam no resgate e na assistência a sobreviventes.
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