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Furto de cabos elétricos em Teresina: mais de 10 km levados em 2026

ResumoO furto de cabos elétricos em Teresina resultou em mais de 10 quilômetros de fios levados entre janeiro e junho de 2026, conforme a Eturb. O crime compromete a iluminação pública, com reparos que podem durar até cinco dias. A Polícia Civil investiga o caso.

Mais de 10 quilômetros de cabos elétricos foram furtados em Teresina entre janeiro e junho de 2026, segundo a Eturb. O crime afeta a iluminação pública e o reparo pode levar até cinco dias. A Polícia Civil investiga.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 23 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Furto de cabos elétricos em Teresina: mais de 10 km levados em 2026

Quem passa pelas ruas de Teresina à noite tem sentido o peso da escuridão. Entre janeiro e junho deste ano, mais de 10 quilômetros de cabos elétricos foram furtados na capital, segundo a Entidade Autárquica Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb). O número, 10 mil metros, representa um recorde recente e acendeu o alerta na gestão municipal.

Mais de 10 quilômetros de cabos elétricos foram furtados em Teresina entre janeiro e junho de 2026, segundo a Eturb. O crime afeta a iluminação pública e o reparo pode levar até cinco dias. Mais de 800 luminárias também foram levadas no período.

O tamanho do prejuízo na iluminação pública

De acordo com a Eturb, os furtos não se limitam aos cabos. No mesmo período, mais de 800 luminárias também foram levadas por criminosos. O órgão afirma que os metais retirados dos cabos, principalmente o cobre, são vendidos de forma irregular em sucatas.

A ação dos criminosos tem um método: eles retiram o material, queimam o revestimento para extrair o cobre e depois comercializam o metal. "Após obter o cobre dos fios ou das condensadoras de ar-condicionado, eles queimam o material, extraem o cobre, e vendem em sucatas", diz trecho da nota da Eturb.

O impacto é direto na vida do morador. Bairros inteiros ficam sem iluminação por até cinco dias, tempo estimado para o reparo completo. Em uma cidade onde a segurança pública já enfrenta desafios, a falta de luz nas ruas agrava a sensação de vulnerabilidade.

Polícia Civil investiga os crimes

A Polícia Civil do Piauí abriu investigação para apurar os furtos e outros crimes associados, como arrombamentos e invasões de propriedades. Segundo a Eturb, pessoas que compram os materiais furtados também são alvo das investigações e podem ter a pena aumentada quando o produto é proveniente do patrimônio público.

A investigação busca identificar tanto os responsáveis pelos furtos quanto os receptadores. A legislação brasileira prevê punição mais severa para quem adquire bens roubados de órgãos públicos, o que pode incluir multas e reclusão.

O impacto no cotidiano de Teresina

Seu Antônio, morador do bairro São Pedro há 30 anos, conta que a rua principal do bairro ficou às escuras por três dias em maio. "A gente fica com medo de sair de casa. Já ouvi relato de assalto na rua escura. O reparo demora, e a gente fica refém", desabafa.

O caso de Seu Antônio não é isolado. A Eturb reconhece que a demora no reparo, de até cinco dias, é um problema, mas atribui a dificuldade à extensão dos danos e à necessidade de reposição de material. Em alguns pontos, os cabos são cortados em trechos longos, o que exige substituição completa.

Como a cidade tenta conter os furtos

A Eturb não detalhou medidas específicas de prevenção, mas a Polícia Civil intensificou o patrulhamento em áreas críticas. A orientação para a população é denunciar qualquer movimentação suspeita perto de postes e redes elétricas.

Moradores de bairros como Piçarreira e Parque Piauí relatam que os furtos são mais frequentes em regiões com pouca iluminação e menor circulação de pessoas. A falta de vigilância facilita a ação dos criminosos, que agem principalmente à noite.

O ciclo do cobre e o mercado ilegal

O cobre é um metal valorizado no mercado de reciclagem. O quilo pode chegar a R$ 40 em sucatas, o que atrai criminosos. A queima do revestimento dos cabos para extrair o metal é uma prática comum, mas ilegal, que também gera riscos ambientais.

A Eturb alerta que a compra de materiais furtados alimenta o crime. Quem adquire cobre ou outros metais sem nota fiscal pode ser responsabilizado criminalmente. A recomendação é que sucatas e ferros-velhos exijam documentação dos vendedores.

O que a comunidade espera

Para os moradores de Teresina, a solução passa por mais fiscalização e agilidade no reparo. Seu Antônio resume: "A gente quer luz na rua. Não é pedir muito. Enquanto isso, a gente reza para não acontecer nada de pior."

A expectativa é que a investigação da Polícia Civil avance e que a Eturb apresente um plano de contingência para reduzir o tempo de reparo. Até lá, a capital piauiense convive com a escuridão e a sensação de abandono.

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Perguntas Frequentes

Quantos metros de cabos foram furtados em Teresina em 2026?

Mais de 10 mil metros (10 quilômetros) de cabos elétricos foram furtados entre janeiro e junho de 2026, segundo a Eturb.

Quantas luminárias foram furtadas no mesmo período?

Mais de 800 luminárias também foram levadas, de acordo com a Eturb.

Quanto tempo leva o reparo da iluminação?

O reparo pode levar até cinco dias, segundo a Eturb.

Quem investiga os furtos?

A Polícia Civil do Piauí investiga os furtos e crimes relacionados, como arrombamentos e receptação.

O que acontece com quem compra os materiais furtados?

Pessoas que compram os materiais furtados podem ser investigadas e ter a pena aumentada quando o produto é do patrimônio público.

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