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Máfia dos celulares: operação revela esquema bilionário

ResumoA máfia dos celulares no Brasil movimentou R$ 460 milhões, segundo investigação do Ministério Público de São Paulo com as polícias Civil e Militar. A operação prendeu 15 suspeitos e revelou que mais de 830 mil aparelhos foram roubados ou furtados no país em um ano, equivalente a um celular a cada 38 segundos.

Mais de 830 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil em um ano, um aparelho a cada 38 segundos. Investigação do MP de São Paulo e das polícias Civil e Militar prendeu 15 suspeitos e apontou movimentação de R$ 460 milhões.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 14 de setembro de 2026 · 1 min de leitura
Máfia dos celulares: operação revela esquema bilionário

Mais de 830 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil em um ano, o equivalente a um aparelho levado a cada 38 segundos. Na maior cidade do país, apenas 6% dos dispositivos são recuperados, segundo dados citados na investigação. O caso ganhou nome próprio: a máfia dos celulares.

Uma apuração do Ministério Público de São Paulo e das polícias Civil e Militar resultou na prisão de 15 suspeitos apontados como integrantes do esquema na capital paulista. Pelas investigações, o grupo teria movimentado cerca de R$ 460 milhões ao longo de cinco anos, valor que dá escala industrial a um crime tratado muitas vezes como episódio isolado.

O que a operação mostra é uma cadeia, não um ato. De acordo com os investigadores, o roubo ou furto do aparelho representa apenas a primeira etapa. Depois dele entram receptadores, técnicos especializados na adulteração dos equipamentos e revendedores responsáveis por recolocar os produtos no mercado ilegal.

É esse encadeamento que explica por que a recuperação é tão baixa. O aparelho roubado não fica parado: ele é alterado e reinserido no comércio, o que dificulta a rastreabilidade e enfraquece o efeito das apreensões pontuais.

A leitura do número exige série histórica, não manchete isolada. O patamar de 830 mil aparelhos em um ano e a recuperação de 6% na maior cidade do país apontam para um mercado que se sustenta na revenda, não apenas no crime de rua. É nesse ponto que a operação desloca o debate: da abordagem policial ao destino final do produto.

O desfecho da apuração em São Paulo reacende a discussão sobre políticas públicas de rastreamento e fiscalização do comércio de usados, medida que costuma aparecer no centro do debate sobre segurança pública em Minas Gerais e em outros estados.

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