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Mãe de capitã da PM morta em BH relata humilhações e abuso; sargento preso

ResumoA mãe da capitã da PM Michelle Leão Azevedo relatou à Polícia Civil que a filha sofria humilhações constantes e abuso no relacionamento com o marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira. O militar foi preso após levar a companheira já morta ao hospital em Belo Horizonte.

A mãe da capitã da PM Michelle Leão Azevedo, morta em BH, afirmou à Polícia Civil que a filha sofria humilhações constantes no relacionamento com o marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira. O militar foi preso após levar a companheira já morta ao hospital.

Marília Stefani
Marília Stefani Repórter de Segurança Pública · 21 de julho de 2026 · 3 min de leitura
Mãe de capitã da PM morta em BH relata humilhações e abuso; sargento preso

Mãe de capitã da PM morta em BH relata supostas humilhações e abuso no relacionamento com sargento preso

A mãe da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão Azevedo afirmou à Polícia Civil que a filha sofria constantes humilhações durante o relacionamento com o marido, o 3º sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. O militar acabou preso após levar a companheira já morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.

Depoimento da mãe revela relacionamento abusivo

Segundo o depoimento, a mãe considerava o relacionamento da filha abusivo e disse que Michelle tentava terminar a relação, mas o sargento não aceitava o fim do casamento. A mãe relatou que o militar controlava a rotina da capitã e exercia influência emocional sobre ela.

Ainda conforme o relato, após uma discussão entre o casal, Eduardo teria permanecido em frente à casa da família da vítima. A mãe também contou que tinha um encontro marcado com a filha na segunda-feira, mas Michelle primeiro falou baixo ao telefone e disse que não poderia ir. Depois disso, ela deixou de responder mensagens e atender ligações.

O que diz o boletim de ocorrência e a equipe médica

A equipe médica do Hospital Odilon Behrens constatou a morte de Michelle assim que ela chegou à unidade de saúde. De acordo com o boletim de ocorrência, os profissionais avaliaram que a capitã já estava morta havia pelo menos quatro horas.

O documento policial aponta que Michelle apresentava traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo. Os registros indicam ferimentos compatíveis com agressões utilizando um objeto semelhante a um chicote.

Versão do sargento preso sobre a morte

Em depoimento, o sargento Eduardo Abner afirmou que o casal realizou uma festa em casa no domingo (19) e que, após a saída dos convidados, os dois consumiram ecstasy e tiveram uma relação sexual consensual. Segundo a versão apresentada pelo militar, o casal mantinha uma prática sexual que envolvia agressões combinadas. Ele afirmou ainda que os dois teriam gravado a situação.

Depois, conforme o relato do sargento, Michelle teria caído de uma escada. Ele disse que tentou estancar o sangramento e que a companheira não quis procurar atendimento médico porque teria receio de explicar o uso de drogas à Polícia Militar. Na sequência, o militar afirmou que o casal dormiu e que, ao acordar, encontrou a esposa sem resposta. Por isso, ele levou Michelle ao hospital, onde os médicos confirmaram a morte.

Investigação em andamento e posição da defesa

A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte da capitã Michelle Leão Azevedo. Os investigadores aguardam laudos periciais e outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime.

Enquanto isso, a defesa do sargento pediu cautela e afirmou que é necessário aguardar a conclusão das investigações. Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno disse que o caso ainda está em fase inicial e que todas as circunstâncias serão esclarecidas pelas autoridades responsáveis. O sargento permanece preso durante o andamento da investigação.

Perguntas Frequentes

O que a mãe da capitã da PM relatou à polícia?

A mãe afirmou que a filha sofria constantes humilhações, que o relacionamento era abusivo e que Michelle tentava terminar, mas o sargento não aceitava. Ela também disse que o militar controlava a rotina da capitã.

Quais lesões a capitã Michelle apresentava?

Segundo o boletim de ocorrência, a capitã apresentava traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo, incluindo ferimentos compatíveis com agressões usando um objeto semelhante a um chicote.

Qual a versão do sargento sobre a morte?

O sargento afirmou que o casal consumiu ecstasy, teve relação consensual com agressões combinadas, e que Michelle caiu de uma escada. Ele disse que não procurou atendimento por receio de explicar o uso de drogas.

O sargento está preso?

Sim, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira permanece preso durante o andamento da investigação.

Quem representa a defesa do sargento?

O advogado Gustavo Nepomuceno, que pediu cautela e afirmou que o caso está em fase inicial.

A Polícia Civil já concluiu a investigação?

Não. A Polícia Civil continua investigando e aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime.

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