Mãe de capitã da PM morta em BH relata humilhações e abuso; sargento preso
A mãe da capitã da PM Michelle Leão Azevedo, morta em BH, afirmou à Polícia Civil que a filha sofria humilhações constantes no relacionamento com o marido, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira. O militar foi preso após levar a companheira já morta ao hospital.
Mãe de capitã da PM morta em BH relata supostas humilhações e abuso no relacionamento com sargento preso
A mãe da capitã da Polícia Militar de Minas Gerais Michelle Leão Azevedo afirmou à Polícia Civil que a filha sofria constantes humilhações durante o relacionamento com o marido, o 3º sargento da PM Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos. O militar acabou preso após levar a companheira já morta ao Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, na noite de segunda-feira (20). A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte.
Depoimento da mãe revela relacionamento abusivo
Segundo o depoimento, a mãe considerava o relacionamento da filha abusivo e disse que Michelle tentava terminar a relação, mas o sargento não aceitava o fim do casamento. A mãe relatou que o militar controlava a rotina da capitã e exercia influência emocional sobre ela.
Ainda conforme o relato, após uma discussão entre o casal, Eduardo teria permanecido em frente à casa da família da vítima. A mãe também contou que tinha um encontro marcado com a filha na segunda-feira, mas Michelle primeiro falou baixo ao telefone e disse que não poderia ir. Depois disso, ela deixou de responder mensagens e atender ligações.
O que diz o boletim de ocorrência e a equipe médica
A equipe médica do Hospital Odilon Behrens constatou a morte de Michelle assim que ela chegou à unidade de saúde. De acordo com o boletim de ocorrência, os profissionais avaliaram que a capitã já estava morta havia pelo menos quatro horas.
O documento policial aponta que Michelle apresentava traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo. Os registros indicam ferimentos compatíveis com agressões utilizando um objeto semelhante a um chicote.
Versão do sargento preso sobre a morte
Em depoimento, o sargento Eduardo Abner afirmou que o casal realizou uma festa em casa no domingo (19) e que, após a saída dos convidados, os dois consumiram ecstasy e tiveram uma relação sexual consensual. Segundo a versão apresentada pelo militar, o casal mantinha uma prática sexual que envolvia agressões combinadas. Ele afirmou ainda que os dois teriam gravado a situação.
Depois, conforme o relato do sargento, Michelle teria caído de uma escada. Ele disse que tentou estancar o sangramento e que a companheira não quis procurar atendimento médico porque teria receio de explicar o uso de drogas à Polícia Militar. Na sequência, o militar afirmou que o casal dormiu e que, ao acordar, encontrou a esposa sem resposta. Por isso, ele levou Michelle ao hospital, onde os médicos confirmaram a morte.
Investigação em andamento e posição da defesa
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte da capitã Michelle Leão Azevedo. Os investigadores aguardam laudos periciais e outros elementos para esclarecer a dinâmica do crime.
Enquanto isso, a defesa do sargento pediu cautela e afirmou que é necessário aguardar a conclusão das investigações. Em nota, o advogado Gustavo Nepomuceno disse que o caso ainda está em fase inicial e que todas as circunstâncias serão esclarecidas pelas autoridades responsáveis. O sargento permanece preso durante o andamento da investigação.
Perguntas Frequentes
O que a mãe da capitã da PM relatou à polícia?
A mãe afirmou que a filha sofria constantes humilhações, que o relacionamento era abusivo e que Michelle tentava terminar, mas o sargento não aceitava. Ela também disse que o militar controlava a rotina da capitã.
Quais lesões a capitã Michelle apresentava?
Segundo o boletim de ocorrência, a capitã apresentava traumatismo craniano e diversas lesões pelo corpo, incluindo ferimentos compatíveis com agressões usando um objeto semelhante a um chicote.
Qual a versão do sargento sobre a morte?
O sargento afirmou que o casal consumiu ecstasy, teve relação consensual com agressões combinadas, e que Michelle caiu de uma escada. Ele disse que não procurou atendimento por receio de explicar o uso de drogas.
O sargento está preso?
Sim, o 3º sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira permanece preso durante o andamento da investigação.
Quem representa a defesa do sargento?
O advogado Gustavo Nepomuceno, que pediu cautela e afirmou que o caso está em fase inicial.
A Polícia Civil já concluiu a investigação?
Não. A Polícia Civil continua investigando e aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica do crime.