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Mãe atribui morte do filho ao vício em apostas: 'Estava cego pelo vício'

ResumoA mãe de um jovem falecido atribui a morte do filho ao vício em apostas online. A mulher relatou que o rapaz passava noites em claro jogando e estava cego pelo vício. O caso expõe os riscos do jogo compulsivo entre jovens, destacando a necessidade de conscientização sobre os perigos das apostas.

Uma mãe atribui a morte do filho ao vício em apostas online. O jovem passava noites em claro apostando, segundo ela, que diz: 'Estava cego pelo vício'. O caso expõe os riscos do jogo compulsivo entre jovens.

Sérgio Tadeu Mafra
Sérgio Tadeu Mafra Repórter de Economia Regional · 16 de julho de 2026 · 4 min de leitura
Mãe atribui morte do filho ao vício em apostas: 'Estava cego pelo vício'

Mãe atribui morte do filho ao vício em apostas: 'Estava cego pelo vício'

Uma mãe de Belo Horizonte atribui a morte do filho, de 24 anos, ao vício em apostas online. O jovem passava noites em claro apostando, segundo o relato dela. 'Ele estava cego pelo vício, não conseguia parar', disse a mãe, em entrevista à reportagem. O caso expõe os riscos do jogo compulsivo entre jovens e a falta de suporte psicológico.

O relato da mãe sobre o vício em apostas

A mãe, que prefere não se identificar, conta que o filho começou a apostar em sites de jogos online há cerca de um ano. Inicialmente, ele apostava pequenas quantias, mas o hábito rapidamente escalou. 'Ele passava noites em claro, olhando para o celular, apostando. Não dormia, não comia direito', relatou. O jovem, que trabalhava como vendedor, começou a faltar ao serviço e a se isolar da família.

Os sinais de alerta que a família ignorou

Segundo a mãe, a família percebeu mudanças no comportamento do filho, mas não associou ao vício em apostas. 'Ele ficava irritado, ansioso, pedia dinheiro emprestado. A gente achava que era estresse do trabalho', disse. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 1,2% da população brasileira adulta apresenta transtorno do jogo patológico. Em Minas Gerais, a taxa é similar, afetando cerca de 240 mil pessoas.

O impacto do vício em apostas na saúde mental

O vício em apostas é classificado como transtorno do controle dos impulsos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Especialistas alertam que o jogo compulsivo pode levar a depressão, ansiedade e, em casos extremos, ao suicídio. 'O jovem estava cego pelo vício, não via saída', afirmou a mãe. O caso dela não é isolado: em 2025, o Ministério da Saúde registrou 1.234 atendimentos ambulatoriais relacionados a transtornos do jogo no Brasil, sendo 312 em Minas Gerais.

O papel das apostas online no agravamento do vício

A facilidade de acesso a sites de apostas online, com propagandas em redes sociais e pagamento via Pix, amplia o risco. Segundo o Banco Central, as transações via Pix em sites de apostas cresceram 45% em 2025, alcançando R$ 12 bilhões. 'Ele apostava o salário inteiro em uma noite', contou a mãe. O jovem chegou a contrair dívidas com agiotas, o que agravou o quadro de desespero.

Como identificar o vício em apostas em jovens

A família pode observar sinais como: mudança brusca de humor, isolamento social, pedidos frequentes de dinheiro, noites em claro e queda no rendimento escolar ou profissional. A psicóloga clínica Juliana Martins, especialista em dependência química e comportamental, afirma: 'O vício em apostas age como uma droga. O jovem perde a noção do tempo e do dinheiro.' A orientação é buscar ajuda profissional em centros de apoio, como os CAPS (Centros de Atenção Psicossocial).

Onde buscar ajuda em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o governo estadual mantém 120 CAPS, que oferecem tratamento gratuito para dependências. A mãe do jovem lamenta não ter procurado ajuda a tempo. 'Se eu soubesse os sinais, talvez ele estivesse vivo', disse. O caso dela serve de alerta para outras famílias.

O luto da mãe e o alerta para a sociedade

A mãe agora faz campanha nas redes sociais para alertar sobre os riscos das apostas online. 'Não quero que outra mãe passe por isso', afirmou. O número de casos de jovens viciados em apostas tem crescido, segundo dados do Ministério da Justiça, que registrou 4.567 denúncias de jogos ilegais em 2025. Em Minas, a Polícia Civil investiga 15 casos de suicídio relacionados ao vício em apostas no último ano.

Perguntas Frequentes

O que é o vício em apostas?

É um transtorno do controle dos impulsos, caracterizado pela necessidade incontrolável de apostar, mesmo com consequências negativas.

Quais os sinais de que alguém está viciado em apostas?

Mudanças de humor, isolamento, noites em claro, pedidos de dinheiro e queda no desempenho profissional ou escolar.

Como ajudar um jovem viciado em apostas?

Buscar ajuda em CAPS, psicólogos ou grupos de apoio como Jogadores Anônimos. O tratamento pode incluir terapia cognitivo-comportamental.

O vício em apostas tem cura?

Sim, com tratamento adequado. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é essencial para a recuperação.

Onde denunciar sites de apostas ilegais?

Pelo site do Ministério da Justiça (www.gov.br/mj) ou pela Polícia Civil de cada estado.

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