# Justiça nega ida de pai a velório de menino de 3 anos morto por não dar bom dia

> A Justiça do Rio Grande do Sul negou ao missionário norte-americano D'Andre Jermaine Grayson o pedido para comparecer ao velório do filho Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morto após agressões em Viamão. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, recebeu autorização para participar do evento sob escolta policial.

*Portal Notícias MG · Cidade · 22 de julho de 2026 · Vânia Drummond*

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido do missionário norte-americano D'Andre Jermaine Grayson para participar do velório do filho Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morto após agressões em Viamão. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, recebeu autorização para comparecer escolta

## Justiça nega ida de pai a velório de menino de 3 anos morto por ele por não dar 'bom dia'

A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido do missionário norte-americano D'Andre Jermaine Grayson para participar do velório do filho Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morto após agressões em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A cerimônia de despedida acontece nesta quarta-feira (22), no Cemitério Nossa Senhora da Conceição. A Justiça do Rio Grande do Sul negou o pedido do missionário norte-americano D'Andre Jermaine Grayson para participar do velório do filho Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morto após agressões em Viamão. A decisão judicial considerou que a presença do pai colocaria em risco sua integridade física, a segurança dos agentes e das pessoas presentes. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, recebeu autorização para comparecer escoltada.

## A decisão judicial e os riscos envolvidos

Segundo a decisão judicial, a negativa ao pai não representa um julgamento definitivo sobre o caso. No entanto, o magistrado considerou que a participação do investigado colocaria em risco a própria integridade física dele, a segurança dos agentes responsáveis pela escolta e das pessoas presentes na cerimônia.

## O velório social organizado pela prefeitura

A Prefeitura de Viamão organizou o velório por meio do serviço de assistência social do município. A família se enquadrou nos critérios para a realização de um velório social, destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Antes da cerimônia, o corpo de Oliver foi identificado no Departamento Médico Legal (DML). A Justiça também autorizou que Mayanna deixasse temporariamente a Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba para realizar o reconhecimento oficial do filho, após a conclusão das perícias necessárias.

## A cronologia da tragédia

Oliver morreu no dia 8 de julho. O pai está preso preventivamente desde o dia 5, enquanto a mãe foi presa quatro dias depois. Os quatro irmãos da vítima permanecem acolhidos em um abrigo.

Durante depoimento à Polícia Civil, D'Andre confessou ter agredido o filho porque a criança não lhe deu "bom dia". Conforme a investigação, ele afirmou ter dado socos no peito e no abdômen do menino, além de bater a cabeça da criança contra o chão.

## A investigação sobre a mãe e a rede de proteção

Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando a participação da mãe. Os investigadores apuram se ela foi omissa diante das agressões ou se também participou dos episódios de violência. Além disso, um inquérito separado analisa se Mayanna era vítima de violência doméstica praticada pelo marido.

Até o momento, a polícia ouviu 11 testemunhas. A expectativa é de que o inquérito seja concluído no início de agosto.

Conforme as investigações, os pais orientavam os filhos a esconder os machucados usando roupas compridas e inventando explicações para as lesões.

## Os registros de maus-tratos em outros estados

Além disso, as polícias civis de Santa Catarina e de São Paulo encaminharam registros de ocorrências envolvendo suspeitas de maus-tratos atribuídas à família entre 2024 e 2025. Paralelamente, a Polícia Federal e a Interpol foram acionadas para verificar os antecedentes dos investigados e a situação migratória da família no Brasil.

## As falhas na rede de proteção à infância

A Polícia Civil também investiga se houve falhas na atuação da rede de proteção à infância em Viamão e quais medidas foram adotadas após os primeiros sinais de violência contra a criança.

## Perguntas Frequentes

### Por que a Justiça negou o pedido do pai para ir ao velório?

A decisão judicial considerou que a participação do investigado colocaria em risco a própria integridade física dele, a segurança dos agentes responsáveis pela escolta e das pessoas presentes na cerimônia.

### A mãe pôde ir ao velório?

Sim, a mãe, Mayanna Angelina Rodgers, recebeu autorização judicial para comparecer ao velório, escoltada por agentes penitenciários durante o deslocamento.

### O que aconteceu com Oliver?

Oliver morreu no dia 8 de julho. O pai confessou ter agredido o filho porque a criança não lhe deu "bom dia", dando socos no peito e no abdômen e batendo a cabeça da criança contra o chão.

### Onde os irmãos de Oliver estão?

Os quatro irmãos da vítima permanecem acolhidos em um abrigo.

### A polícia investiga outras pessoas?

A Polícia Civil investiga a participação da mãe, possíveis falhas na rede de proteção à infância em Viamão e analisa registros de maus-tratos em outros estados.

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/justica-nega-ida-pai-velorio-menino-3-anos-morto-por-ele-por-nao-dar-8216bom-dia/
