Justiça mantém preso enfermeiro suspeito de desviar medicamentos em Barra Mansa
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter preso o enfermeiro suspeito de desviar medicamentos de um hospital em Barra Mansa e fornecer os remédios a um homem que foi encontrado morto. A prisão foi ratificada em audiência de custódia, e a investigação apura a origem e o destino d
A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter preso o enfermeiro suspeito de desviar medicamentos de um hospital em Barra Mansa, no sul fluminense, e fornecer os remédios a um homem que foi encontrado morto. A prisão em flagrante foi ratificada em audiência de custódia, e a investigação da Polícia Civil apura a origem e o destino dos fármacos, além de eventuais responsabilidades do hospital.
Justiça mantém preso enfermeiro suspeito de desviar medicamentos de hospital e fornecer remédios a homem encontrado morto em Barra Mansa
A decisão judicial, proferida pela 2ª Vara Criminal de Barra Mansa, considerou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal. O enfermeiro, que não teve o nome divulgado, foi detido na última semana após denúncia anônima. Segundo a Polícia Civil, ele retirava medicamentos controlados do estoque do hospital sem autorização e os repassava a terceiros.
A vítima, um homem de 45 anos, foi encontrado morto em casa, com sinais de overdose. A suspeita é de que ele tenha ingerido os medicamentos desviados. A perícia analisa as substâncias encontradas no corpo e nos frascos apreendidos na residência.
Contexto do caso e série histórica de desvios em hospitais
Casos de desvio de medicamentos em unidades de saúde não são isolados. Em 2024, a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro registrou ao menos 12 ocorrências de furto ou extravio de remédios controlados em hospitais públicos, segundo dados do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj). O número representa um aumento de 20% em relação a 2023, quando foram registrados 10 casos.
Especialistas apontam que a falta de controle rigoroso no armazenamento e na distribuição de medicamentos facilita desvios. "Hospitais precisam de sistemas de rastreamento, como código de barras e registro eletrônico de retirada, para coibir práticas criminosas", afirma o presidente do Cremerj, em nota.
Investigação policial e medidas de controle
A Polícia Civil de Barra Mansa abriu inquérito para apurar o desvio. Os agentes apreenderam registros de entrada e saída de medicamentos do hospital, além de computadores e celulares do enfermeiro. A polícia também investiga se outros funcionários estavam envolvidos.
O hospital, que não teve o nome divulgado, informou em nota que colabora com as investigações e que reforçou o controle de acesso ao estoque. A unidade também disse que abriu uma sindicância interna para apurar falhas.
Legislação e punições para desvio de medicamentos
O desvio de medicamentos configura crime de peculato (art. 312 do Código Penal), com pena de 2 a 12 anos de reclusão, além de multa. Se os remédios forem controlados, a pena pode ser aumentada em até um terço. A Justiça também pode decretar a prisão preventiva, como ocorreu neste caso, para garantir que o suspeito não atrapalhe as investigações.
Perguntas Frequentes
Qual é a acusação contra o enfermeiro?
Ele é acusado de desviar medicamentos de um hospital em Barra Mansa e fornecê-los a um homem que foi encontrado morto. A prisão foi mantida pela Justiça.
Onde ocorreu o crime?
O desvio ocorreu em um hospital de Barra Mansa, no sul fluminense. A vítima foi encontrada morta em sua residência.
O que a polícia encontrou?
A polícia apreendeu registros de entrada e saída de medicamentos, computadores e celulares do suspeito. A perícia analisa as substâncias encontradas.
O hospital tomou alguma providência?
O hospital abriu sindicância interna e reforçou o controle de acesso ao estoque de medicamentos.
Qual a pena para desvio de medicamentos?
A pena é de 2 a 12 anos de reclusão por peculato, podendo ser aumentada se os remédios forem controlados.