Justiça manda Correios desocuparem centro em Indaiatuba
Decisão da Justiça do Trabalho, assinada pela juíza Alzeni Aparecida de Oliveira Furlan, determina desocupação imediata do Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba e autoriza uso de força policial. Entregas seguem paralisadas na região.
A Justiça do Trabalho determinou na tarde desta quarta-feira (16) que trabalhadores dos Correios desocupem o Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas de Indaiatuba, no interior de São Paulo. A mobilização faz parte de uma greve iniciada na noite do dia 10 e bloqueou a entrada e a saída de cargas, paralisando as entregas programadas para todas as cidades da região.
A decisão, assinada pela juíza Alzeni Aparecida de Oliveira Furlan, exige desobstrução imediata e autoriza o uso de força policial para garantir o cumprimento da medida. Os manifestantes também devem se abster de "impedir, perturbar ou embaraçar" o trânsito e o livre acesso de pessoas e veículos aos prédios e pátios da unidade, mantendo distância de 10 metros dos portões. O descumprimento acarreta multa diária de R$ 20 mil ao sindicato dos trabalhadores.
O que a paralisação significa para quem espera encomenda
Para famílias e comerciantes que dependem dos Correios na região, o efeito é direto: cartas e encomendas com destino às cidades atendidas pelo centro de Indaiatuba ficam retidas enquanto a unidade permanecer bloqueada. Não há, na decisão, prazo divulgado para normalização das entregas. Quem aguarda correspondência ou compra online deve acompanhar o código de rastreamento e, em caso de atraso, procurar os canais oficiais dos Correios para registrar a ocorrência.
A greve começou no dia 10 e, desde então, a movimentação de cargas no centro ficou comprometida. A desobstrução determinada pela Justiça do Trabalho tem como objetivo restabelecer o fluxo de veículos e pessoas no local, mas a retomada das entregas depende da liberação efetiva da unidade e da recomposição da operação logística.
Multa e distância dos portões
A decisão fixa duas obrigações principais: desocupação imediata do centro e afastamento mínimo de 10 metros dos portões. Caso as determinações sejam descumpridas, o sindicato está sujeito a multa diária de R$ 20 mil. A juíza também autorizou o uso de força policial, o que dá à medida caráter de urgência.
Trabalhadores e moradores da região aguardam os próximos desdobramentos, enquanto a paralisação das entregas segue afetando o dia a dia de quem depende do serviço postal. A orientação para quem tem encomenda retida é acompanhar o rastreamento e buscar os canais oficiais dos Correios para informações sobre prazos e eventuais ressarcimentos.