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Justiça condena seis por organização criminosa no Sul de Minas

ResumoA Justiça condenou seis pessoas denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais na segunda fase da Operação Trem Fantasma, que investigou desvio de dinheiro público em municípios do Sul de Minas. A decisão decorre de ação por organização criminosa e reforça o combate à corrupção em prefeituras da região.

A Justiça condenou seis pessoas denunciadas pelo MPMG na segunda fase da Operação Trem Fantasma, que apurou desvio de dinheiro público em municípios do Sul de Minas.

Inácio Bicalho
Inácio Bicalho Repórter de Interior e Agro · 16 de setembro de 2026 · 2 min de leitura
Justiça condena seis por organização criminosa no Sul de Minas

A Justiça condenou seis pessoas denunciadas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) na segunda fase da Operação Trem Fantasma. A sentença reconheceu organização criminosa, peculato e fraude contratual num esquema que desviava dinheiro público. O grupo recebia de municípios para fornecer autopeças e não entregava o combinado.

A condenação atinge réus da primeira fase da operação, deflagrada a partir de investigação de 2018 em Três Pontas, no Sul de Minas. Naquela etapa, sete pessoas foram denunciadas por 24 crimes: organização criminosa, peculato, fraude em licitações e fraude na execução de contratos.

O que a sentença reconheceu

Entre os seis condenados, três tiveram reconhecida a prática de 21 crimes de peculato, com penas de 5 anos a 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado.

Outro réu respondeu por oito crimes de peculato e foi sentenciado a 3 anos, 10 meses e 20 dias, em regime inicial aberto, com substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

Dois réus foram condenados por organização criminosa, peculato e fraude em licitação. Um recebeu 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, mais 3 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto. O outro foi condenado a 11 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, mais 3 anos e 6 meses de detenção, em regime semiaberto.

Somadas, as penas ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

Por que o caso começou em 2018

A investigação nasceu em Três Pontas e apurou contratos de fornecimento de autopeças a municípios. A primeira fase da operação denunciou servidores públicos e empresários. A segunda fase, agora julgada, alcançou seis nomes ligados àquele grupo inicial.

O caso ajuda a entender como funcionam operações de fraude em licitação: o contrato é assinado, o pagamento sai do cofre municipal, mas o objeto não é entregue. como funciona a fraude em licitações

Para quem acompanha o interior, a decisão interessa porque o dinheiro desviado sai de orçamentos pequenos, onde cada recurso pesa no transporte escolar, na saúde e na manutenção de estradas vicinais. impacto do desvio de verba pública em municípios pequenos

A sentença é de primeira instância e cabe recurso. A reportagem procurou os demais citados e o MPMG para atualização.

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