# Justiça condena empresas a pagar R$ 300 mil à família de homem morto em bungee jump

> A Justiça condenou duas empresas a pagar R$ 300 mil de indenização à família de um homem morto em bungee jump. A corda rompeu durante a atividade, expondo falhas graves de segurança e responsabilidade civil.

*Portal Notícias MG · Cidade · 17 de julho de 2026 · Inácio Bicalho*

A Justiça condenou duas empresas a pagar R$ 300 mil de indenização à família de um homem que morreu após a corda romper durante um bungee jump. O caso expõe falhas graves de segurança e responsabilidade civil.

## Justiça condena empresas a pagar R$ 300 mil à família de homem morto após corda romper em bungee jump

A Justiça condenou duas empresas a pagar R$ 300 mil de indenização à família de um homem que morreu após a corda romper durante um bungee jump. O acidente ocorreu em uma atividade de turismo de aventura, e a sentença reconheceu a responsabilidade civil das prestadoras de serviço.

## Como foi o acidente

O homem, de 35 anos, participava de um salto de bungee jump quando a corda de segurança se rompeu. Ele caiu de uma altura de aproximadamente 30 metros e não resistiu aos ferimentos. A família entrou com ação judicial contra as duas empresas responsáveis pela organização e pela manutenção do equipamento.

## A decisão judicial

A sentença, proferida pela 2ª Vara Cível da comarca, condenou as empresas solidariamente ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais e R$ 100 mil por danos materiais. O juiz destacou que "a falha na prestação do serviço foi evidente, configurando violação ao dever de segurança previsto no Código de Defesa do Consumidor".

## Responsabilidade civil em atividades de risco

Atividades como bungee jump são classificadas como de risco inerente. Isso significa que, mesmo com o consentimento do participante, a empresa deve garantir a segurança absoluta dos equipamentos e procedimentos. A responsabilidade civil, nesses casos, é objetiva: não depende de comprovação de culpa, apenas do nexo causal entre o serviço e o dano.

## O que diz o Código de Defesa do Consumidor

O CDC, em seu artigo 14, estabelece que o fornecedor de serviços responde independentemente da existência de culpa pela reparação dos danos causados aos consumidores. A exceção ocorre apenas se provar que o defeito inexiste ou que a culpa é exclusiva da vítima ou de terceiro. No caso, as empresas não conseguiram demonstrar nenhuma dessas hipóteses.

## Direitos da família e indenização

A indenização por danos morais visa compensar o sofrimento psicológico da família. Já os danos materiais cobrem despesas com funeral, tratamento médico e perda de renda. O valor de R$ 300 mil está dentro da média de indenizações para casos de morte por falha em serviço, segundo o Tribunal de Justiça.

## Como evitar acidentes em turismo de aventura

Para o consumidor, é essencial verificar se a empresa possui registro nos órgãos competentes, como o Ministério do Turismo e a Associação Brasileira de Turismo de Aventura. Equipamentos devem ter certificação do Inmetro e manutenção periódica comprovada. O contrato de adesão deve ser lido com atenção, especialmente as cláusulas de isenção de responsabilidade.

## Perguntas Frequentes

### O que fazer se um familiar morrer em um acidente de turismo de aventura?

Busque imediatamente assistência jurídica especializada em direito do consumidor. Reúna documentos como contrato, fotos, vídeos e testemunhas. A ação pode pedir indenização por danos morais e materiais.

### As empresas podem se isentar de responsabilidade?

Não, se ficar comprovada falha na prestação do serviço. Cláusulas contratuais que tentam excluir a responsabilidade são consideradas abusivas pelo CDC.

### Qual o prazo para entrar com ação?

O prazo prescricional é de 5 anos para danos morais e materiais, contados a partir do conhecimento do dano.

### A indenização cobre apenas a família?

Sim, a indenização é destinada aos herdeiros legais: cônjuge, filhos, pais ou irmãos, conforme a ordem de vocação hereditária.

### É possível recorrer da decisão?

Sim, as empresas podem recorrer ao Tribunal de Justiça. O processo pode levar anos até o trânsito em julgado.

Direitos do consumidor em atividades de risco Como calcular indenização por morte em acidente

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