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Liberdade provisória a suspeita de se passar por médica na PB

ResumoIsabela de Melo Dantas, suspeita de se passar por médica e aplicar silicone de construção em glúteos na Paraíba, obteve liberdade provisória em audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (28). A decisão judicial permite que a investigada responda ao processo em liberdade, após análise das circunstâncias do caso.

Isabela de Melo Dantas, presa suspeita de se passar por médica e aplicar silicone de construção em glúteos, ganhou liberdade provisória após audiência de custódia nesta sexta-feira (28), na PB.

Cláudia Resende
Cláudia Resende Repórter de Saúde e Educação · 28 de agosto de 2026 · 2 min de leitura
Liberdade provisória a suspeita de se passar por médica na PB

A Justiça concedeu liberdade provisória a Isabela de Melo Dantas, presa em João Pessoa sob suspeita de se passar por médica e aplicar silicone de construção em glúteos. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (28), após audiência de custódia, e incluiu medida cautelar de suspensão do exercício de função pública ou de atividade de natureza econômica ou financeira.

Isabela havia sido presa em flagrante na quinta-feira (27), enquanto atendia uma paciente no bairro do Bessa, em João Pessoa. A prisão foi feita pela Delegacia de Defraudações (DDF). Após ser levada para a Cidade da Polícia Civil, ela negou à TV Cabo Branco que tivesse se apresentado como médica e afirmou que sempre trabalhou como esteticista. "Nunca disse que sou médica. Nunca. Meu carinho é estética, amo estética, ministro cursos de estética e toda a minha vida fui esteticista. Nunca", disse.

A medida cautelar determinada pela Justiça significa que Isabela não pode exercer função pública nem atividade econômica ou financeira enquanto o processo estiver em andamento. Para quem acompanha o caso, a decisão traz um alerta: a importância de verificar a formação de quem realiza procedimentos estéticos, especialmente os invasivos, como a aplicação de silicone.

O caso ganhou repercussão porque a suspeita envolve o uso de silicone de construção, produto não indicado para procedimentos em seres humanos. A aplicação desse tipo de substância pode causar danos à saúde, como inflamações, deformidades e até riscos de vida. Por isso, antes de fazer qualquer procedimento estético, é essencial confirmar se o profissional é habilitado e se o produto é regularizado pela Anvisa.

A liberdade provisória não significa inocência. Isabela segue respondendo ao processo e deverá cumprir as medidas cautelares impostas. O caso reforça a necessidade de checagem: quem busca procedimentos estéticos deve exigir o registro profissional e desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado ou de atendimentos em locais sem estrutura adequada.

Para quem tem dúvidas sobre a regularidade de um profissional ou produto, a orientação é consultar os conselhos de classe, como o CRM para médicos, e buscar informações oficiais sobre produtos liberados pela Anvisa. A informação de saúde precisa ser checada, e a segurança do paciente vem sempre em primeiro lugar.

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