# Justiça absolve policiais por mortes em Varginha

> A Justiça Federal absolveu seis policiais denunciados pelas mortes de 26 integrantes de uma quadrilha durante operação contra o novo cangaço em Varginha (MG), em 2021. O juiz Élcio Arruda entendeu que os agentes agiram em legítima defesa no confronto, encerrando o processo sem condenações.

*Portal Notícias MG · Cidade · 11 de setembro de 2026 · Vânia Drummond*

A Justiça Federal absolveu seis policiais denunciados pelas mortes de 26 integrantes de uma quadrilha durante operação contra o novo cangaço em Varginha (MG). O juiz Élcio Arruda entendeu que os agentes agiram em legítima defesa no confronto de 2021.

A Justiça Federal absolveu, nesta quinta-feira (10), seis policiais denunciados pelas mortes de 26 integrantes de uma quadrilha de assaltantes durante uma operação contra o chamado novo cangaço, em Varginha (MG). O confronto aconteceu em 31 de outubro de 2021.

A resposta direta: a decisão foi do juiz federal Élcio Arruda, da 1ª Vara Federal Criminal de Uberaba, que entendeu que os policiais agiram em legítima defesa. Entre os absolvidos estão quatro policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e dois integrantes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).

Os agentes haviam sido denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) por homicídio qualificado em razão das mortes ocorridas durante a ação. Na sentença, o magistrado levou em consideração o armamento e os demais materiais encontrados com os criminosos após o confronto. Ao todo, foram apreendidas 29 armas de fogo, além de munições, carregadores, explosivos e detonadores. Também foram localizados nove veículos roubados ou furtados, um caminhão e outros objetos.

Segundo o juiz, a atuação dos policiais ocorreu dentro da função constitucional de garantir a segurança pública. Élcio Arruda afirmou que os agentes demonstraram coragem, destemor e arrojo durante a ocorrência. O magistrado também destacou que os integrantes da quadrilha possuíam histórico de envolvimento com crimes graves e afirmou que eles não deveriam ser considerados vítimas no contexto da operação, mas responsáveis pela violência praticada.

O advogado Fernando Magalhães, que atuou na defesa dos policiais da PRF, comemorou a absolvição. Em comunicado, ele afirmou que a atuação conjunta das forças de segurança representou a preservação da vida e o enfrentamento ao crime. A Guarda de Tiradentes, junto com a Polícia Rodoviária Federal, fez prevalecer o que em Minas e no Brasil precisa acontecer todos os dias, declarou, citando honra, glória, justiça e preservação da vida.

A ação policial ocorreu após as forças de segurança receberem informações sobre a atuação de uma quadrilha especializada em assaltos a bancos. Conforme as investigações realizadas na época, o grupo planejava roubar uma agência bancária no dia seguinte à operação. Os criminosos envolvidos na ação eram provenientes dos estados do Amazonas, Pará, Rondônia, Goiás e São Paulo, além do Distrito Federal.

A operação resultou na morte de 26 integrantes da quadrilha e na apreensão do arsenal e dos veículos utilizados pelo grupo. Para quem acompanha o cotidiano das forças de segurança em Minas, o caso reacende o debate sobre os limites da atuação policial em confrontos com organizações armadas. segurança pública em Minas Gerais

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Fonte (canonical): https://portalnoticiasmg.com.br/cidade/justica-absolve-policiais-acusados-pelas-mortes-26-criminosos-operacao-contra-no/
